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País - Eleições 2018

Anúncio de Fernando Haddad é marcado para segunda

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O ex-prefeito Fernando Haddad será anunciado o substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na coligação “O Povo Feliz de Novo”, logo após o encontro entre os dois, na próxima segunda-feira, na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), onde Lula está preso. A expectativa é que, depois da conversa, que contará com a presença dos advogados do ex-presidente, Haddad leia uma carta escrita por Lula ungindo seu indicado e a deputada Manuela D’Ávila, do PCdoB, como candidata a vice. O lançamento oficial acabará acontecendo à noite em um ato político promovido por acadêmicos e artistas no Teatro Tuca Arena, em São Paulo.

No dia 11 vence o prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impugnou o registro da candidatura de Lula, para a troca do candidato. A defesa do ex-presidente ainda recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com petições na esfera criminal e eleitoral, mas todos os recursos foram negados frustrando a esperança entre os petistas de reverter a situação jurídica de Lula.

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Haddad afirma que o PT mantém diálogo republicano com as instituições (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

Na sabatina, na Globo News, na noite de quinta-feira, Haddad reafirmou, que como advogado, leu a íntegra da sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula pelo caso tríplex do Guarujá, e que não há uma única prova contra o ex-presidente. Ele ressaltou que não consegue entender porque uma pessoa é condenada por um “ato de ofício indeterminado” e que esse processo contra Lula tem muitos vícios. “Daqui a alguns anos vamos discuti-lo como casuístico na história do Direito”, disse

Haddad enfatizou que o PT busca sempre o voto soberano do povo para encontrar as saídas e soluções para a crise econômica e social do país. “O PT tem um compromisso com a liberdade e uma campanha muito propositiva. Nosso programa procura fortalecer as instituições. Nunca jogamos no radicalismo verbal. Mantemos um diálogo republicano com as instituições”, disse.

Ao prestar solidariedade ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que sofreu um atentado, Haddad disse que o partido continuará seguindo a linha de defender a paz, a não violência e lembrou o ex-presidente Lula como um grande conciliador, que sempre manteve a porta do Palácio do Planalto aberta a todos os cidadãos do país.

Pressionado pelos jornalistas a fazer um mea culpa do PT pelos erros na condução da política econômica do país, o ex-prefeito reconheceu que equívocos, como as desonerações fiscais, ocorreram em 2013 e 2014, mas que isso não foi o que resultou no “debacle” da situação fiscal a partir do ano de 2015. Para ele, o segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff foi “sabotado” e a gestão de Eduardo Cunha, como presidente da Câmara, aprovou as chamadas “pautas bombas”, que levaram à crise fiscal. Segundo ele, a os erros do PT não justificam a atual crise do país, mas sim a crise institucional. Haddad lembrou ainda que o PT esteve à frente da presidência em três governos completos que apresentaram superávit primário, redução da dívida e melhor distribuição de renda.



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