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Bolsonaro é transferido para hospital de São Paulo

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Jair Bolsonaro foi transferido na manhã desta sexta-feira (7) da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, a pedido da família. A ambulância deixou o hospital mineiro por volta das 8h20 em direção ao aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora. Um jatinho com Bolsonaro chegou ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 9h45 e, por volta das 10h35, o candidato foi levado em uma maca para uma ambulância e encaminhado ao Albert Einstein. Às 10h43, o paciente deu entrada no hospital.

Boletim do Albert Einstein divulgado às 14h30 informa que o candidato está "consciente e em boas condições clínicas". A equipe médica responsável é formada pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo e o clínico e cardiologista Leandro Santini Echenique.

"O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional. O tratamento iniciado anteriormente em Juiz de Fora (MG) está sendo continuado", informa o boletim.

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Voo com o candidato à Presidência pelo PSL pousou no Aeroporto de Congonhas na manhã desta sexta-feira (Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO)

Um médico do hospital acompanhou a viagem do deputado, que passou a noite na UTI após ser submetido a cirurgia. O jatinho que decolou de Juiz de Fora estava equipado com a unidade de tratamento. A ambulância que conduziu o candidato do hospital da Santa Casa até o aeroporto da Serrinha foi escoltada por batedores da Polícia Federal.

Atingindo por uma facada no abdome durante ato de campanha na tarde de quinta-feira, 6, Bolsonaro tinha previsão inicial de ficar pelo menos até a tarde desta sexta na Santa Casa antes de ser removido. Mas uma avaliação médica no início da manhã acabou autorizando sua transferência mais cedo.

"Coloca-se sempre esse prazo (24 a 48 horas) porque é uma cirurgia de grande porte, um evento traumático. A equipe tem que definir muito claramente se o paciente está estável. Ele (Bolsonaro) saiu hemodinamicamente muito bem do centro cirúrgico, e manteve esse quadro durante toda a noite. Este transporte dele foi absolutamente seguro", explicou a diretora médica da Santa Casa, Eunice Dantas.

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Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, em foto feita dentro do hospital (Foto: Reprodução / Redes sociais)

A saída de Jair Bolsonaro da Santa Casa foi rápida. Ele foi transportado de ambulância até o aeroporto local. Ao deixar o hospital, o presidenciável ouviu gritos em coro de "mito" de adolescentes que se organizam na avenida em frente para os desfiles de 7 de setembro.

Pelas redes sociais, o filho Flávio Bolsonaro (PSL), candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, afirmou que o quadro está estabilizado: "Meu pai passou a noite bem, seu quadro está estabilizado e será transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein agora".

Bolsonaro foi vítima de uma facada na tarde de quinta-feira, quando fazia uma agenda de campanha nas ruas de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele passou por uma cirurgia e permaneceu na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa de Juiz de Fora. Em entrevista coletiva, os médicos disseram que o quadro era grave mas estável. 

O autor do ataque a Bolsonaro foi preso pela Polícia Militar da cidade. A Polícia Federal, responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso.

Bolsonaro é transferido em condições "muito boas", diz Santa Casa

O presidente da Santa Casa, Renato Loures, disse que o deputado foi transferido em condições "muito boas", lúcido e comunicativo para São Paulo. Segundo o médico, equipes dos hospitais Sírio Libanês e do Albert Einstein avaliaram Bolsonaro durante a madrugada e junto com a equipe da Santa Casa decidiram que ele estaria em condições para transferência.

"Deve ter havido uma pressão muito grande dos hospitais de São Paulo, até porque ele não é daqui. Mas ele foi transferido em condições muito boas. Acreditamos que possa haver um desfecho muito bom em São Paulo", disse.

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Seguranças carregam o candidato do PSL após ele ser esfaqueado durante caminhada no Parque Halfeld, em Juiz de Fora, Minas Gerais (Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO)

Loures acrescentou que, se houvesse atraso na cirurgia, Bolsonaro poderia ter morrido. Ele explicou também o motivo de não ter saído muito sangue na hora da perfuração. "Na hora da perfuração é comum não sair muito sangue. A perfuração foi única. Essa faca, o buraco é pequeno, não sai o sangue. Ele fica sendo acumulado no abdômen. Tinha mais ou menos, segundo os médicos, 2 litros de sangue dentro da cavidade abdominal", afirmou.

Por conta do vazamento da foto de Bolsonaro no leito hospital, Loures confirmou que policiais federais fizeram vistoria em celulares da equipe médica e de quem estava no local. "Não se pode permitir que seja vazada uma foto do paciente dentro do centro cirúrgico. Não sabemos se foi um médico ou um colaborador, mas podemos afastar um médico se tiver sido um. Pode ter sido uma pessoa também que estava junto daquele tumulto de polícia federal e segurança", afirmou.

 

>> "Nunca fiz mal a ninguém", diz Jair Bolsonaro após facada. Veja vídeo

Com Estadão Conteúdo



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