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País - Eleições 2018

PT e Dilma escolheram Temer, e ele 'está de mal comigo', diz Alckmin

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O candidato à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin, tentou desvencilhar a sua imagem do presidente Michel Temer, que entre quarta e quinta-feira (dias 5 e 6) publicou vídeos reclamando do tratamento dado a ele nos programas de TV da campanha tucana. O ex-governador afirmou que quem escolheu o emedebista foi o PT de Dilma Rousseff.

"Na época (depois do impeachment) defendi não participar do governo (de Temer)", disse Alckmin, que fecha a série de sabatinas com presidenciáveis Estadão-Faap. Apesar de sua posição ter sido derrotada dentro do partido na época, o ex-governador lembrou que os parlamentares do partido votaram naquilo que acredita nesses últimos anos.

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Geraldo Alckmin (Foto: Gabriela Bilo / AE)

"O presidente Temer está de mal comigo", disse o tucano em outro momento, em referência aos vídeos publicados por Temer, em que o emedebista lembra que boa parte dos partidos da coligação tucana está com Alckmin nesta eleição.

Durante a sabatina, o tucano alternou as críticas a Temer - lembrou, por exemplo, que o governo dele concedeu ajustes sucessivos a servidores públicos nos últimos três anos. "Aí não zera o déficit nem em 2030", afirmou.

Na sequência, ao falar de sua política para as mulheres, um dos principais flancos de ataque a Jair Bolsonaro (PSL), Alckmin prometeu expandir a rede de delegacias da mulher e lembrou que Temer era secretário da Justiça em São Paulo quando a primeira delegacia especializada do Brasil foi criada.

Sobre o desempenho nas pesquisas, o tucano, que está em quarto lugar, atrás de Bolsonaro, Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT), disse que a campanha ainda está no começo e que os resultados do Ibope, divulgados na quarta-feira, vieram apenas após três dias de horário eleitoral gratuito. "A campanha só vai ser decidida na reta final", reiterou.

>> 'Acho o Bolsonaro um passaporte para a volta do PT', diz Alckmin em sabatina

Ele ainda ironizou os ataques que têm recebido dos demais candidatos que estão embolados atrás de Bolsonaro. "Quando todos atacam, é um bom sinal, sinal de que você deve ganhar a eleição."

Em relação a Bolsonaro, o principal alvo da campanha do PSDB no rádio e TV, Alckmin disse que os vídeos e gravações apenas mostram declarações que o capitão reformado já deu. "Campanha política é para pôr o dedo na ferida. O que precisa ser é respeitoso com as pessoas. Eu não faço um ataque a Bolsonaro, é ele quem fala. Se o que ele fala é ofensivo é problema dele, só pegamos o que fala e estamos mostrando", disse, acrescentando que a campanha do PSL já entrou na Justiça contra as peças, mas não obteve vitória.



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