Victor Godoy Veiga é o novo ministro da Educação nomeado por Bolsonaro

Presidente oficializa nomeação de novo ministro da Educação em meio à crise que atingiu a pasta e relacionou o governo de Jair Bolsonaro a novo escândalo de corrupção

Foto: Folhapress / Antonio Molina
Credit...Foto: Folhapress / Antonio Molina

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tornou oficial, nesta segunda-feira (18), a nomeação de Victor Godoy Veiga como ministro da Educação; o Diário Oficial da União registra.

No comando da pasta de forma interina desde o dia 30 de março, dois dias depois de o ex-ministro Milton Ribeiro deixar o  posto, Victor assume o atual ponto fraco de Bolsonaro.

Ainda no mês de março, o Ministério da Educação (MEC) foi alvo de denúncias de corrupção envolvendo o então ministro, Milton Ribeiro, e dois pastores ligados a Bolsonaro que pediam propina para liberar verbas do ministério para prefeituras.

A denúncia ocorreu após a divulgação de um áudio vazado em que Ribeiro admitia que o governo federal priorizava a liberação de verbas para prefeituras ligadas aos pastores, que foram indicados pelo presidente da República, diz o ministro na gravação.

O novo ministro foi secretário executivo do MEC desde julho de 2020, quando Milton Ribeiro passou a chefiar a pasta. Servidor de carreira, Veiga foi auditor federal na Controladoria-Geral da União (CGU) desde 2004 e é formado em engenharia de redes de comunicação de dados pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado pela Escola Superior de Guerra e Escola Superior do Ministério Público.

Segundo a "Folha de S. Paulo", o recém-nomeado ministro ameaçou servidores que tentaram levar para Polícia Federal (PF) a investigação do Centro Universitário Filadélfia (UniFil) de Londrina. O jornal revelou que uma fraude teria ocorrido no curso de Biomedicina da instituição por conta do vazamento da avaliação do ensino superior.

 

Quinto nome da pasta

Depois do pedido de demissão de Milton Ribeiro, Victor Godoy Veiga é o quinto ministro da Educação desde o início do governo Bolsonaro.

O primeiro nome à frente do MEC no governo Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodríguez, teve uma gestão de apenas três meses e foi marcada por polêmicas envolvendo livros didáticos, o possível retorno da execução do Hino Nacional nas escolas e a suspenção da avaliação da alfabetização, entre outras.

Rodríguez, no entanto, perde para o segundo nome da pasta quando o assunto é polêmica. Abraham Weintraub, visto por muitos analistas como o principal nome da ala ideológica do governo Bolsonaro, comprou briga com o Supremo Tribunal Federal (STF) e como consequência teve de deixar o governo em junho de 2020.

Weintraub foi seguido por Carlos Decotelli, que durou apenas cinco dias no cargo, pedindo demissão após denúncias de irregulares acerca de seu currículo. (com agência Sputnik Brasil)

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais