Os 50 anos da Ademi-RJ

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Criada em 28 de janeiro de 1971, por um grupo formado pelos 15 mais importantes empresários do mercado imobiliário, a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI-RJ) completa este ano meio século de existência. Entre os construtores e incorporadoras que criaram a entidade estavam Abrahão Hermano Ribenboim, Carlos Moacyr Gomes de Almeida, Donald Stewart, Jacob Steinberg, José Carlos Lopes da Costa, José Carlos Mello Ourivio, José Henrique de Aquino, José Isaac Peres, Júlio Bogoricin, Júlio Coacy Pereira, Luiz Chor, Luiz de Castro Dodsworth Martins, Luiz Eugênio Freire, Marco Aurélio Issler e Teófilo Carlos Magalhães.

Naquela época, o setor de construção estava de vento em popa. O BNH, criado em 1967, facilitava o financiamento da casa própria para a classe média. A lei das incorporações facilitava a obtenção de financiamento.

Eu tive o privilégio de ser presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI- RJ ) do Rio de Janeiro, entre 1978 e 1982, e, agora terei o prazer de participar das comemorações pelos 50 anos da entidade, que é presidida, atualmente, por Claudio Hermolim.

Membro nato da ADEMI, ao lado de nomes importantes do setor, como Sergio Dourado Lopes, Jacob Steinberg, José Carlos Lopes da Costa, Márcio Fortes, Fernando Wrobel, Luiz Chor, fui o primeiro deputado casado pelo regime militar a assumir a presidência de uma entidade de tanta importância.

Em 1969, fui cassado pelo AI-5, por integrar a Frente Ampla, integrada por Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart. Nove anos mais tarde, fui convidado a suceder José Carlos da Costa Lopes, que foi excelente presidente na ADEMI. Naquele momento estávamos sendo muito maltratados pelos militares, que tinham proibido que empresários do setor imobiliário fizessem empréstimos.

Quando fui eleito, muitos achavam que eu não conseguiria ter acesso aos gabinetes, pela posição política que manifestei em relação à ditadura militar, após a declaração do ex- presidente Castelo Branco, de que não haveria mais eleições, em 1965. Fui aliado de Carlos Lacerda, na Frente Ampla fornada, em 1966, por ele, Juscelino Kubitschek e João Goulart contra o regime militar.

Logo que assumi, em 1978, liguei para o gabinete de Mário Henrique Simonsen, que era o ministro da Fazenda. Pedi à secretária uma audiência, em Brasília.

Uma semana depois, fui recebido pelo Mário Henrique Simonsen.

Depois, Simonsen participou de vários encontros conosco. E, levou os presidentes do Banco Central e do BNH, na época, para discutir a questão dos financiamentos com os empresários do setor imobiliário.
Eu também era amigo de muitos senadores e deputados, como o ex-deputado federal e ex-ministro Celio Borja, que chegou a ocupar a presidência da Câmara Federal.

Foi em minha gestão que a ADEMI ganhou sua sede, na Urca (a casa branca, onde está até hoje e que pertencia à desembargadora):
Pedi ao Israel Klabin, prefeito do Rio de Janeiro na época, e concordamos em tombar a casa para que nos dessem licença para uso não residencial. O imóvel foi comprado pelos 20 associados do Conselho da ADEMI. Em cotas, compramos a casa à vista e fizemos uma doação à entidade.

A ADEMI-RJ, hoje, ampliou seu campo de atuação. É um canal indispensável. E atua até mesmo na prestação de serviços referentes ao Covid-19.

*Ex-deputado estadual (GB), empresário imobiliário e ex-presidente da ADEMI