Zema desfaz o que JK fez

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A Cemig tinha como tradição utilizar a "prata da casa", que eram profissionais criteriosamente selecionados em difíceis concursos públicos, na sua hierarquia média de comando. Esta política contribuiu para a empresa alcançar a liderança latino-americana no setor de eletricidade.

Mesmo nos anos difíceis, quando a empresa foi dominada pelos tucanos, Eduardo Azeredo, Aécio Neves e Antônio Anastasia, que tentaram de todas as maneiras privatizar a companhia, a prática de manter os cargos médios nas mãos de profissionais de carreira foi mantida.

O governador Romeu Zema (Novo-MG) rompeu com esta tática, que estava fazendo o time ganhar.

Além de outras inovações ilegais (algumas que beiram o crime), como foi a seleção do atual presidente, feita por uma empresa contratada por ele mesmo, a companhia está afastando os profissionais da casa dos postos intermediários de comando, para entregar seus cargos para pessoas indicadas.

O governador Zema é mestre em conversa fiada, porém a prática revela que ele foi pioneiro em transformar a Cemig em um cabide de empregos.

A atitude de Zema, além de antiética, é extremamente prejudicial aos mineiros, porque além de comprometer a qualidade dos serviços, ao entregar posições chave para pessoas desqualificadas, sem preparo nem experiência, também quebra a resistência interna contra a criminosa privatização da empresa, o que aliena Minas Gerais de um dos seus maiores patrimônios.

Zema está desfazendo tudo o que JK fez.

Ele governa contra os mineiros.

*Jornalista e publicitário, especialista em marketing.