Como ir ao encontro?

O mundo contemporâneo se apresenta como um feixe de tarefas que podemos organizar segundo planos

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Na atualidade impera a ação prospectiva, que se fixa previamente objetivos e ordena meios segundo normas que, em princípio, podemos determinar de modo preciso pelo cálculo. A chave da ação prospectiva é sua competência operatória: a capacidade de utilizar operações efetivas, de prever com exatidão os seus resultados, de modificar à vontade os seus parâmetros.

Nesse contexto, é a partir de suas possibilidades internas, e não necessariamente a partir de situações e necessidades exteriores, que a atividade tecnológica define os seus objetivos. Por uma espécie de inversão, não é mais o sistemas de necessidades que comanda o desenvolvimento tecnológico, mas o devir da própria tecnologia que comanda o sistema de necessidades.

Quando surge uma tecnologia que pode responder a necessidade latente, vemos se produzirem iniciativas de ordem econômica em vista de traduzir essa tecnologia na produção de objetos ou serviços que respondem a demanda potencial facilmente mobilizável. O mundo contemporâneo se apresenta como um feixe de tarefas que podemos organizar segundo planos.

Há simultaneamente modificação das redes de comunicação, modificação da estrutura de tempo, transformação das estruturas institucionais, transformação das formas de trabalho. De fato, o que existe hoje, concretamente, são modos de ação que devem necessariamente se transmitir ao conjunto do sistema cultural, destruindo as coerências sobre as quais se estabelecia.

Todos monitoram continuamente as circunstâncias de suas atividades como parte do fazer o que fazem, uma vez que a estrita observância aos padrões estabelecidos é efêmera. A cultura, no tocante à gestão de resultados, desempenha o papel de sinalizador das qualidades pessoais a serem valorizadas, ajudando a definir o nível de colaboração desejada numa organização.

Como ir ao encontro dos desafios e oportunidades que se apresentam ampla e continuamente, e passam por um sem número de bifurcações e encruzilhadas nesses tempos de pandemia?

Penso que, numa sociedade organizada em rede, o principal desafio que se apresenta ao atual contexto de negócios não é efetivamente um conjunto do conhecimento potencial representado pela massa de informações disponíveis, e sim a ação obtida por meio do conhecimento pragmaticamente gerado e assimilado pelas pessoas, em condições ambientais adequadas.

As pessoas não podem simplesmente saber, elas têm de aprender que organizações criar e manter para lidar com o problema da integração - crítico na condução da atual pandemia. As novas estruturas, graças a sofisticados recursos tecnológicos, vão adquirir tão significativo poder de influência no sistema vigente que sua interação, no todo, sofrerá profundas modificações.

Engenheiro, é autor de "Por Inteiro" (Editora Multifoco, 2019)