Jornal do Brasil

País - Artigo

A fé sem obras é morta

Jornal do Brasil PADRE OMAR, redacao@jb.com.br

Ao abraçarmos a nossa cruz criamos coragem para enfrenar todos os desafios e contrariedades do nosso tempo. A pandemia do coronavírus continua a causar feridas profundas, revelando as nossas vulnerabilidades. Há muitos doentes e falecidos em todo o mundo. Muitas pessoas vivem um tempo de incerteza devido a problemas socioeconômicos que atingem especialmente os mais pobres.

Por este motivo devemos manter o nosso olhar fixo em Jesus e com fé abraçar a esperança do Reino de Deus que o próprio Jesus nos traz. Um Reino de justiça e paz que se manifesta através de obras de caridade, que por sua vez aumentam a esperança e fortalecem a fé.

Na tradição cristã, fé, esperança e caridade são muito mais do que sentimentos ou atitudes, são virtudes infundidas em nós pela graça do Espírito Santo. Essas virtudes nos incentivam a assumir um espírito criativo e acolhedor. E é quando temos consciência do nosso ser social, que acolhemos os mais fragilizados e marginalizados.

Desta forma, poderemos curar profundamente as estruturas injustas e as práticas destrutivas que nos separam uns dos outros, ameaçando a família humana. Cada pessoa que está em vulnerabilidade social merece a nossa atenção. “A fé sem obras é morta”, por isso temos sempre que praticar a caridade, mesmo quando o que temos parece pouco. Não precisamos de dinheiro para exercitar o amor.

Devemos ser sinais de amor e caridade para aqueles que mais necessitam. Quantos estão necessitados no mundo em que vivemos? A necessidade aqui não é somente material, mas, é também uma necessidade de um acolhimento e de um afeto. Todas as vezes que Jesus realizava uma cura e um milagre, antes de mais nada ele acolhia as pessoas.

Ao olhar para Cristo sejamos sinais de caridade e de amor ao nosso próximo. Ser sinal não somente com palavras, mas com os nossos atos e atitudes.