Pensar em termos de risco

A noção de risco se torna central numa sociedade que deixa o modo tradicional de fazer as coisas e se abre para um futuro problemático. Sistemas institucionalizados de risco afetam quase qualquer um.

Hoje o desenvolvimento tecnológico é condição para criar sistemas institucionalizados de risco. Ainda que o futuro seja intrinsecamente imprevisível, ele realmente se apresenta ao cálculo de risco. Existe um consenso de que fatores de estilo de vida influenciam o risco de contrair doenças do coração.

Se especialistas médicos produzem os materiais a partir dos quais são estudados os perfis de risco, os estilos de vida seguidos pela população de modo geral são influenciados pela recepção de tais estudos.

Pensar em termos de risco se torna mais ou menos inevitável, e a maioria das pessoas está consciente dos riscos da recusa a pensar desta maneira, ainda que simplesmente possam decidir ignorá-los.

Como a análise de perfis de risco é central na modernidade, o conhecimento das probabilidades de diferentes tipos de atividades ou eventos constitui um dos principais meios pelos quais isso pode ser realizado.

Alguém inclinado a assumir riscos é capaz de discernir oportunidades para a intervenção da sorte em muitas circunstâncias que outros tratariam como rotineiras. Descobrir oportunidades é uma maneira de gerar possibilidades para o desenvolvimento de novos modos de atividade em contextos familiares.

Os indivíduos incorporam seletivamente, de maneira ativa, mas nem sempre de maneira consciente, incontáveis elementos da experiência transmitida pela mídia. Os insights são mais frequentes à medida que passamos a praticar mais o pensamento não lógico, por onde fluem as manifestações do inconsciente.

Os padrões emocionais determinam, em boa medida, quais os fatos percebidos como essenciais, e quais os descartados como sem importância. Esse mecanismo seletivo funciona de maneira tal que os aspectos individuais e sociais das pessoas sejam percebidos e valorizados como diferentes entre si.

A abertura da mente tem por objetivo ativar o nosso pensamento não lógico, para articulá-lo com o lógico, conhecido como pensamento racional ou, simplesmente, como raciocínio convencional. Como decorrência dessa abertura, ganhamos uma maior desenvoltura para criar alternativas de solução.

Custa crer que somos impelidos pelo curso da história como passageiros de um trem desgovernado, em disparada cada vez mais rápida, sem condutor, e sem o menor controle por parte de seus ocupantes.

Quanto mais formos capazes de lidar adequadamente, no pensamento e na ação, com os problemas que nos confrontam nesses dias que correm, seremos menos suscetíveis a tensões e conflitos incontroláveis.

Entre esperanças e temores, o avanço em direção ao progresso humano é uma lei irredutível da história.