Pela Democracia

Cento e quarenta e sete milhões de brasileiros vão às urnas hoje para escolher o destino do país nos próximos quatro anos. Antes de tudo, a vontade do povo é inquestionável. Porque é com decisões livres, portanto soberanas, que é consolidada a essência da Democracia. O JORNAL DO BRASIL, seja quem for o vencedor do pleito, está atento em relação à radicalização que tem dividido os brasileiros nos últimos meses. A partir de 1º de janeiro, com a posse do novo presidente, quando se der o embate entre o ideal e o real, o choque do sonho com o possível num país já muito sofrido, o novo governo pode se tornar refém de uma encruzilhada: ou tentar promover, por imposição e pela força, as mudanças estruturais que dele esperam seus eleitores, e com isso abrindo longa temporada de inquietação nas instituições; ou pouco ou nada fazendo, levar os eleitores a um ambiente de descrença e frustração. Uma sociedade frustrada é tão perigosa quanto uma sociedade que perde o rumo.

O JORNAL DO BRASIL estará em alerta na defesa da Democracia. Muito do que se tem ouvido, enfeitiçando milhões, justifica o temor de que a legalidade possa ser arranhada, sob o pretexto de que é preciso cumprir promessas impossíveis. É sob a expectativa sombria que este jornal reafirma o compromisso que inspirou o seu retorno à sociedade: fé inabalável na Democracia.

É preciso que essa fé seja antecipada e gritada neste momento de tantas dificuldades econômicas, sociais e políticas. Não existe salvação para a soberania da vontade popular fora dos trilhos da Democracia, nos ensinou a História, no Brasil e nas sociedades modernas. Chega de guerra. É hora de construir o Brasil.

Reafirmando o compromisso de sempre dizer a verdade, assumido no seu retorno às bancas, em 25 de fevereiro deste ano, o JORNAL DO BRASIL manifesta sua defesa pelo pluralismo político. Pela livre economia. Pela ética e transparência nas instituições estatais. Pela proteção do Estado dos grupos que historicamente dominam suas instituições de forma hereditária, em detrimento do poder. O resultado das eleições, pela vontade soberana do eleitor, promoveu parcial renovação dos quadros da velha política. Foi um avanço.

Mas o JORNAL DO BRASIL sempre irá defender a liberdade de expressão. Em nome dessa liberdade, também, defenderá a sociedade contra eventuais abusos do Estado, exigindo transparência de quem, politicamente, tem a função de gerir nossos impostos. Do mesmo modo, seguiremos expondo, combatendo e contestando os oligopólios de importantes segmentos da economia que, atuando com a conivência do Estado, obtêm lucros “ilegais”, exclusivamente, em detrimento da maioria dos brasileiros.

É dever do JB expor, combater e contestar os privilégios das instituições e de dirigentes das organizações patronais e de empregados, cuja estrutura de poder prejudica o conjunto de quem produz e paga pela manutenção dessas instituições.

O compromisso do JB é o de estar ao lado do cidadão e defender os princípios e os pilares da Democracia.

Neste sentido, na defesa do futuro do Brasil, definido democraticamente nas urnas pelos brasileiros, com os votos de sucesso à futura administração do país, o JORNAL DO BRASIL reafirma a posição vigilante na preservação da soberania e das riquezas nacionais e em defesa da Democracia.