STF vê risco de interferência das Forças Armadas nas eleições

Ministro da Defesa enviou ofício ao TSE pedindo divulgação de sugestões feitas pelas Forças Armadas para as eleições de outubro

Foto: Marcos Corrêa/Planalto
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Julinho Bittencourt - O ministério da Defesa enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um ofício pedindo a divulgação de sugestões feitas pelas Forças Armadas para as eleições de outubro. O documento foi visto com ressalvas por parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a coluna de Bela Megale no Globo, três ministros avaliaram que os militares estariam usando a Comissão de Transparência das Eleições (CTE) como um “movimento em busca de protagonismo no processo eleitoral”.

O ministro da Defesa, general Paulo Sergio Nogueira, relata ainda no ofício “a impossibilidade de ver concretizada” uma reunião solicitada por ele com o presidente do TSE, Edson Fachin.

De acordo com assessores do STE, o encontro foi pedido nesta quarta-feira pelo Ministério da Defesa para aquela mesma data. O gabinete do ministro Fachin informou à pasta sobre a impossibilidade da agenda, porque o ministro estava com o dia tomado por reuniões e pelo fechamento do cadastro eleitoral para as eleições de 2022. A reunião, porém, deve ser marcada.

 

Dois dias após encontro

O movimento ocorreu dois dias após o encontro do ministro da Defesa com o presidente do STF, Luiz Fux, que foi considerado positivo por ambos. Apesar do incômodo com o ofício, integrantes do Supremo e do TSE não acreditam em uma nova escalada de crise entre os poderes.

A coluna diz ainda que, de acordo com juízes do STF, uma medida para evitar esse tipo de uso da comissão seria ampliar o número de participantes no grupo.

A CTE é integrada atualmente por representantes do Congresso Nacional, Tribunal de Contas da União, Forças Armadas, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal Ministério e Público Eleitoral (MPE), além de especialistas na área de tecnologia e representantes de organizações da sociedade civil que atuam na área de transparência eleitoral.

Com informações da coluna de Bela Megale

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