Ala da Polícia Federal decreta ruptura com Bolsonaro após ficar indignada com reajuste

Decepcionados com o valor do aumento salarial, policiais do movimento que defende distanciamento do presidente começam a articular ruptura com o governo dentro da PF; reunião foi marcada para essa terça-feira (19) para tratar do assunto

Foto: Folhapress / Filipe Bispo
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Após o reajuste de 5% divulgado pelo governo federal para servidores na última quinta-feira (14), incluindo agentes da Polícia Federal, a corporação reagiu negativamente ao montante anunciado e chamou o valor de "quebra desleal de compromisso".

Entretanto, segundo a coluna de Bela Mengale, em "O Globo", uma ala poderosa da instituição passou a defender que a PF adote uma postura dura contra o governo Bolsonaro após não receber o aumento salarial pretendido.

Na mesa estão propostas sobre como pressionar pela renúncia do ministro da Justiça, Anderson Torres, que também é delegado da PF. Associações avaliam ainda pedir que o diretor-geral do órgão, Márcio Nunes, entregue seu cargo.

Grande parte da corporação defende que os policiais tornem públicas outras promessas não cumpridas por Bolsonaro e rompam de vez com o presidente. Em comunicado aos seus membros, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) também convocou uma assembleia para debater a reestruturação prometida e não atendida pelo governo.

No texto, a Fenapef orienta que os 27 sindicatos estaduais ligados à federação "estejam em estado de alerta, mobilização e prontidão, para os possíveis desdobramentos da próxima semana, que poderão incluir: deslocamentos a Brasília e/ou movimentos reivindicatórios nos respectivos estados".

Associações de delegados e de agentes da PF marcaram reuniões para essaa terça-feira (19) a fim de para deliberarem sobre quais medidas tomarão diante desse cenário.

A PF tinha grande expectativa para o reajuste, esperando que o mesmo fosse entre 16% e 20%, uma vez que a categoria vem computando perdas salariais desde a Reforma da Previdência.

Além disso, em dezembro do ano passado, Bolsonaro chegou a assumir publicamente o compromisso com a categoria para corrigir o que chamou de "injustiças"; ao não cumprir o que prometeu, o presidente acabou gerando uma forte onda de indignação na corporação. (com agência Sputnik Brasil)

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