Com pandemia, Brasil bate recorde de óbitos em 2020

País registrou quase 200 mil mortes a mais do que em 2019

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O Brasil registrou em 2020 o maior número anual de mortes em sua história, resultado que está diretamente ligado à pandemia de Covid-19.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país totalizou exatos 1.513.575 registros de óbito no ano passado, um aumento de 196.283 mortes (+14,9%) em relação a 2019.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil somava 194.949 falecimentos por Covid-19 em 31 de dezembro de 2020, número compatível com o "excesso" de óbitos do ano passado.

Considerando apenas os registros com sexo e idade confirmados, foram 1.510.068 mortes em 2020, aumento de 195.965 em relação ao ano anterior, o que significa uma taxa de 14,9%.

Esse é o maior crescimento no número de mortes já registrado desde o início da série histórica, em 1984, tanto em índices absolutos quanto relativos. Entre 2018 e 2019, por exemplo, a variação havia sido de 2,7%.

O crescimento engloba todas as regiões do Brasil, porém foi mais intenso no Norte (25,9%) e no Centro-Oeste (20,4%). Em seguida aparece o Nordeste (16,8%), enquanto Sudeste (14,3%) e Sul (7,5%) foram as únicas regiões abaixo da média nacional.

Entre os estados, o Amazonas registrou o maior aumento, com 31,9%, seguido de Pará (27,9%) e Mato Grosso (27%). Para efeito de comparação, o crescimento mais alto em 2019 havia sido do Sergipe, com 6,2%.

De acordo com o IBGE, cerca de 73,5% dos óbitos de 2020 ocorreram em hospitais; 20,7%, em domicílios; e 5,8%, em outro local de ocorrência ou sem declaração.

Além disso, 99,2% das 195.965 mortes a mais (considerando apenas aquelas com sexo e idade confirmados) no ano passado se deram por causas naturais, o que inclui doenças, como a Covid-19.

As pessoas com mais de 60 anos de idade, faixa etária mais vulnerável à Covid, respondem por 75,8% do excesso de óbitos, com aumento de 148.561 em relação a 2019. Já o número total de mortes de menores de 15 anos caiu 15,1% em 2020.

Outro efeito da pandemia foi nos matrimônios: o número de registros de casamentos teve uma redução de 26,1% entre 2019 e 2020 (de 1.024.676 para 757.179), maior queda da série histórica. Essa tendência é observada desde 2015, mas o IBGE diz que a variável foi afetada pelo isolamento social em decorrência da Covid.

Já os nascimentos caíram 4,7%. Todos os dados se baseiam nos registros de nascimentos, casamentos e óbitos dos cartórios do país.(com agência Ansa)

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