Equipe da Lava Jato na PGR pede demissão coletiva em protesto contra Dodge

A equipe de trabalho da Lava Jato na PGR (Procuradoria-Geral da República) fez um pedido de demissão coletiva citando "grave incompatibilidade de entendimento" do grupo com uma manifestação do órgão enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal). 

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Raquel Dodge (Foto: José Cruz/Agência Brasil )
 

A ação foi em protesto contra a titular da PGR, Raquel Dodge, que encerra seu mandato no próximo mês.

Seis procuradores integrantes da equipe fizeram um comunicado em que avisam a respeito de seus desligamentos. São eles: Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira.

Na carta, eles não detalham os motivos da incompatibilidade, só dizem que a manifestação da PGR ao Supremo foi feita nesta terça (3). 

Uma das razões de recente insatisfação do grupo da Lava Jato com a PGR se referia ao acordo de delação premiada do ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro, assinado em dezembro de 2018 e que ainda não havia sido enviado ao STF para ser homologado.

A homologação é necessária para que os relatos de supostos crimes possam robustecer inquéritos e processos em andamento e possibilitem a abertura de novas investigações.

Diante da aparente inércia da PGR, a defesa de Léo Pinheiro chegou a peticionar ao ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte, alertando sobre esse caso.

A demora no procedimento levou críticos de Dodge a aventar a possibilidade de que esse "timing" tivesse a ver com a sucessão na PGR, pois Léo Pinheiro citou integrantes do Poder Judiciário em sua delação. (FolhaPress SNG)