Greve contra a reforma afeta transportes pelo país nesta sexta

Paralisação tem como alvo a reforma da Previdência

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O metrô e o serviço de ônibus das principais capitais do país são afetados nesta sexta-feira (14) com a greve geral contra a reforma da Previdência, convocada pelas centrais sindicais.

A paralisação é de âmbito nacional e tem como alvo o projeto de mudanças das aposentadorias apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Em São Paulo, as linhas 1, 2 e 3 do Metrô operam parcialmente, enquanto as linhas 4 e 5, administradas por concessionárias, funcionam normalmente.

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Protesto no Centro do Rio (Foto: Reprodução de TV)

Os ônibus também circulam na capital paulista, apesar de terem ficado cheios devido ao grande número de passageiros que adotaram esse meio de transporte como alternativa ao Metrô.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o trânsito na capital paulista está acima da média.

Manifestantes bloquearam a rodovia que dá acesso ao aeroporto de Guarulhos para passageiros que saem da cidade de São Paulo. Para não perder o voo, passageiros andaram até 4 km em rodovia.

Na região metropolitana do Rio, o transporte público funciona normalmente, porém pequenas manifestações causaram trânsito acima do normal. Em Niterói, um carro furou bloqueio e atropelou três manifestantes.

Em Salvador, trabalhadores enfrentaram até quatro horas de espera para conseguir chegar ao trabalho. Foram registrados 30 ataques a ônibus do tipo "Amarelinho", que integram o sistema complementar de transportes da capital baiana.

Em Recife, os motoristas de ônibus aderiram parcialmente à greve geral. Alguns passageiros relataram uma demora maior para conseguir o transporte.

Já em Porto Alegre, a polícia prendeu 54 manifestantes na madrugada durante repressão à greve geral em frente à garagem de ônibus da Viação Teresópolis Cavalhada. A polícia alega que os manifestantes reagiram e impediram a saída dos veículos.