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Governo Bolsonaro escolhe delegado para a presidência do Inep, responsável pelo Enem

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Um delegado da Polícia Federal deve assumir a presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). O ministro da Educação, Abraham Weintraub, escolheu Elmer Coelho Vicenzi para presidir o órgão, responsável por estatísticas e avaliações da educação e exames como o Enem.

A Folha de S.Paulo apurou que a nomeação deve sair nos próximos dias. Vicenzi é delegado da PF e foi diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

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Presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Graduado em Direito, é especialista em direito penal e tem MBA em Planejamento, Orçamento e Gestão Pública pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Também foi professor da Academia Nacional de Polícia.

O Inep está sem presidente desde o dia 26 de março, quando o ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez exonerou Marcus Vinicius Rodrigues. Vélez o responsabilizou pela suspensão da prova de alfabetização deste ano, medida tornada sem efeito após má repercussão.

Quem tem respondido pelo órgão desde então é o chefe de gabinete, o general Francisco Mamede de Brito Filho.

A realização do Enem é o maior desafio do Inep neste momento. A gráfica que imprimia a prova desde 2009 anunciou falência no final de março e até agora o instituto não tem um novo plano definido.

A RR Donnelley imprime as provas do Enem desde 2009 por meio de apenas dois processos licitatórios: em 2010 e 2016. Este último é investigado no TCU (Tribunal de Contas da União) por suposto direcionamento a essa empresa.

As inscrições para o Enem ocorrem entre 6 e 17 de maio e as provas, em 3 e 10 de novembro. No ano passado, o Enem recebeu 5,5 milhões de inscrições. O resultado serve como porta de entrada para praticamente todas as universidades federais do país.

Ainda falta a definição sobre a realização do Saeb, avaliação federal que compõe o Ideb (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Ao voltar atrás da suspensão da avaliação de alfabetização, o governo também tornou sem efeito todas as regras do Saeb deste ano.

A contratação de gráfica para a impressão do instrumento também passa por questionamentos do TCU.