O 'massacre' ideológico

Presidente Bolsonaro afirma que o ambiente acadêmico está sendo 'massacrado' pela 'ideologia de esquerda'

Em meio às recentes polêmicas envolvendo o Ministério da Educação, que incluem uma disputa entre um grupo ligado a Olavo de Carvalho, militares e técnicos em cargos comissionados, o presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para dizer que o ambiente acadêmico está sendo "massacrado" pela ideologia de esquerda, que "tripudia o capitalismo". Segundo o presidente, uma das prioridades do governo "é quebrar o ciclo da massa hipnotizada".

De acordo com Bolsonaro, "o ambiente acadêmico com o passar do tempo vem sendo massacrado pela ideologia de esquerda que divide para conquistar e enaltece o socialismo e tripudia o capitalismo. Neste contexto a formação dos cidadãos é esquecida e prioriza-se a conquista dos militantes políticos".

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Além dos comentários sobre o meio acadêmico, o presidente, também no Twitter, elogiou a ministra Damares, que estaria desfazendo "malfeitos de gestões anteriores" (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Por isso, de acordo com o presidente, uma das prioridades do governo "é quebrar o ciclo da massa hipnotizada comendo migalhas enquanto seus líderes nadam em milhões da corrupção do erário". "Infelizmente, é um trabalho duro e demorado, pois ao longo de anos o aparelhamento do estado foi estrategicamente gigantesco", continuou.

Bolsonaro, no entanto, afirmou que o trabalho já começou. "Não se refaz da noite para o dia algo tão grande, mas um ponto de partida já existe e estamos fazendo nossa difícil parte. Desejamos que outras gerações se organizem e levem adiante esta sementinha que foi plantada por muitos", escreveu.

Por fim, o presidente disse que o objetivo é que "impeçamos para sempre que o mal que esteve tão perto de destruir nosso país volte com força". "Defeitos, todos temos, mas a maldade formada para destruir é nata e organizada apenas por um lado. Vamos trabalhar juntos para resgatar nosso amado Brasil!".

Damares

O presidente Jair Bolsonaro disse no domingo a noite pelo Twitter que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos está trabalhando para ajustar projetos voltados às comunidades indígenas que foram implementados por governos anteriores.

"A ministra está empenhada em desfazer os malfeitos de gestões anteriores, prezando por respeito e responsabilidade com o brasileiro. A integração dos índios em nossa sociedade faz parte desse processo", escreveu.

O presidente divulgou, junto com o texto, um vídeo com um trecho sobre a fala de Damares na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. Na gravação, ela afirma que os convênios da Fundação Nacional do Índio (Funai) com entidades e organizações não governamentais (ONGs) estão sendo revistos e que um repasse de cerca de R$ 44 milhões a uma organização que desenvolveria um sistema de criptomoedas para indígenas foi suspenso.

No vídeo, Damares diz ainda que os povos indígenas precisam ser mais bem acolhidos. "Políticas públicas não estão chegando a todos os povos. Vamos precisar entender o que está acontecendo, porque a Funai tem dinheiro. A Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena] tem dinheiro".

Segundo Damares, o orçamento da Sesai passa de R$ 1,4 bilhão por ano. "E nós temos índio lá na ponta morrendo de dor de dente no Brasil. O que está acontecendo?". Damares acrescenta que está trabalhando em mudanças nas políticas públicas no Brasil para os povos indígenas.