Beto Richa indica suas testemunhas

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) chamou como testemunhas de defesa, em ação penal da Operação Lava Jato, seu primo Luiz Abi Antoun, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), o ex-procurador-jurídico do DER-PR Edson Luiz Amaral e mais cinco. Richa é réu por corrupção passiva e associação criminosa na concessão de rodovias federais que fazem parte do Anel da Integração, no Paraná. Outros nove investigados também respondem à ação.

Antoun deixou o Brasil, segundo a Lava Jato, em setembro de 2018, rumo ao Líbano após ter sido solto por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, no âmbito da Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O primo de Richa foi alvo de um mandado de prisão temporária na fase 58 da Lava Jato. Os investigadores afirmam que não houve notícias de seu retorno ao Brasil.

Beto Richa foi preso em janeiro por ordem do juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba. O ex-governador foi solto por determinação do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.

No fim de janeiro, a Lava Jato apresentou duas denúncias contra esquema que teria desviado R$ 8,4 bilhões por meio de supressões de obras rodoviárias e aumento de tarifas em concessões do Anel de Integração. Uma acusação contra o núcleo político e outra contra o núcleo econômico.

Os procuradores afirmam que as propinas que teriam sido pagas em troca dos benefícios às concessionárias chegaram a pelo menos R$ 35 milhões. A denúncia tem origem em uma ação conjunta do MPF, Polícia Federal, Receita e Polícia Rodoviária.

Na acusação contra os agentes públicos, foram denunciados Beto Richa e seu irmão, Jose Richa Filho (Pepe Richa) - ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná -, e mais oito investigados, pelos crimes de pertencimento à organização criminosa e corrupção passiva.

Segundo a força-tarefa, Beto e Pepe 'comandaram o esquema de propinas das rodovias federais no Paraná'.

Os empresários foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa, pertencimento à organização criminosa e lavagem de dinheiro. A acusação pega os ex-presidentes das concessionárias Econorte, Viapar, Ecocataratas, Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia.

Os subornos, apontou a Lava Jato, eram pagos para obtenção de favorecimentos contratuais que excluíam obras e aumentavam tarifas.