Lava Jato quer manter operador do PSDB preso

Em manifestação à juíza federal Gabriela Hardt, a força-tarefa da Operação Lava Jato afirmou ser "imperativa a manutenção da prisão preventiva" do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, apontado pelos investigadores como operador do PSDB. Vieira de Souza foi preso preventivamente na terça, 19, na Operação Ad Infinitum, fase 60 da Lava Jato, que mira também o ex-ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores/Governo Temer).

Ao reforçar o pedido para que o operador tucano permaneça atrás das grades, o Ministério Público Federal, no Paraná, amparou-se em um relatório da PF, que suspeita que Vieira de Souza possa ter escondido ou dado fim a celulares.

"No que respeita às informações carreadas pela autoridade policial, tem-se que os elementos suscitados se prestam a reforçar os fatos e fundamentos que ensejaram o acautelamento preventivo do acusado, mormente o risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal, razão pela qual se faz imperativa a manutenção da prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza".

Durante as buscas, a PF não encontrou celulares na casa do ex-diretor da Dersa. Em relatório, o delegado da PF Alessandro Netto Vieira ressaltou que o apartamento do ex-diretor da Dersa quase foi arrombado após demora para abrir a porta.

"Afirmaram os policiais que houve uma demora excessiva por parte da esposa de Paulo Vieira em abrir a porta e franquear o acesso dos policiais no apartamento, de modo que as portas quase tiveram de ser arrombadas. (Estadão Conteúdo)