Vale informa início de operação de duas membranas de contenção no Rio Paraopeba

Duas das três membranas de proteção do sistema de captação de água de Pará de Minas, no Rio Paraopeba, já estão em funcionamento, informou a Vale nesta segunda-feira, 4. A segunda barreira foi colocada no domingo (3) e a primeira, no sábado, dia 2. "A terceira estrutura deve ser instalada hoje (segunda-feira), mas isso depende das condições meteorológicas. O local vem, desde ontem (domingo), sofrendo com muita chuva e ventos fortes", informa a mineradora

Segundo as equipes de campo da Vale, as barreiras já instaladas estão se comportando bem, apesar do mau tempo. Pará de Minas fica a cerca de 40 quilômetros de Brumadinho. A empresa ressalta que a colocação das membranas de proteção é uma medida preventiva, de modo a garantir que o abastecimento de água do município seja contínuo.

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Rio Paraopeba é observado por índio Pataxo após ser atingido por rejeitos vindos da barragem rompida em Brumadinho. (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

Conforme a mineradora, a iniciativa faz parte do plano apresentado no último dia 30 de janeiro pela empresa ao Ministério Público e aos órgãos ambientais, com atuação em três trechos, onde serão realizadas diferentes medidas de contenção e recuperação. A captação de água de Pará de Minas está no terceiro trecho, entre Juatuba e a Usina de Retiro Baixo, razão pela qual foi instalada no trecho a membrana de contenção, que tem o potencial de reter os sedimentos ultrafinos. Segundo os técnicos, serão realizadas diferentes ações conforme as características do curso d'água e o do material presente no rio, que reforçará a proteção do sistema de captação.

A Vale explica que a barreira de contenção instalada tem 30 metros de comprimento e profundidade de dois a três metros. A estrutura funciona como um tecido filtrante, evitando a dispersão das partículas sólidas (argila, silte, matéria orgânica etc), que provocam a turbidez da água e altera sua transparência.

Para manter a verticalidade das cortinas antiturbidez, há correntes metálicas na borda inferior (na parte imersa), onde são acoplados pesos, não permitindo que o fluxo do rio faça a cortina subir até a superfície da água. Já o elemento flutuante utilizado é uma boia cilíndrica, que pode ser utilizada para conter o avanço de elementos suspensos na água.