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Cid articula contra MDB

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A um dia da eleição para a Mesa Diretora do Senado, o novato Cid Gomes (PDT-CE) articula a formação de um grande acordo para lançar um só candidato contra o nome colocado pelo MDB, seja ele Renan Calheiros (AL) ou Simone Tebet (MS). O partido, que vem presidindo a bancada desde a redemocratização, vai decidir hoje à noite qual será o nome indicado.

Hoje, em reunião marcada para as 11h, os candidatos que se opõem ao MDB discutirão a escolha de um só nome ou dois, para que não haja o fatiamento demasiado de votos, favorecendo o próprio MDB. A ideia de Cid, segundo interlocutores, é que após essa reunião haja outra, em que o maior número possível de parlamentares escolha, numa votação informal, aquele que seria o candidato anti-MDB. Nos cálculos de Cid, ele já teria aglutinado cerca de 50 senadores.

O difícil é saber quais dos candidatos abririam mão de lançar o seu nome pelo outro. Na sondagem feita pelo JORNAL DO BRASIL, apenas Álvaro Dias (Podemos-PR) estaria disposto ao sacrifício. “Eu penso que abrir mão de uma candidatura para derrotar o partido que em 32 anos de Nova República só não presidiu o Congresso em dois, seria uma boa causa”, justifica Dias, adepto da tese de Cid. “Não adianta fazer acordo para escolher a candidata que compete internamente com Renan porque ela também seria o MDB. Certamente Renan continuará com plenos poderes, por exemplo, numa importante comissão”, completa.

Além de Renan, Simone e Dias, concorrem Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Major Olímpio (PSL-SP), Angelo Coronel (PSD-BA) e Reguffe (sem partido -DF). Há quem não descarte que o próprio Cid seja lançado. Simone e Reguffe, que participaram da primeira reunião dos anti-Renan, na terça-feira, não haviam sido convidados para a reunião de hoje até o fechamento desta edição.