Secretário diz que política de segurança de barragens pode mudar

O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Natural do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal, disse hoje (28), que após avaliação do governo federal da tragédia de Brumadinho, a política nacional de segurança de barragens pode ser revista. Ele avalia que os rejeitos não devem chegar à represa de Três Marias.

Segundo o secretário, a tragédia de Brumadinho "se diferencia muito da de Mariana" e não apresenta um quadro preocupante quanto ao risco de rompimentos de outras barragens na região.

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Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retoma as buscas por sobreviventes da tragédia causada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), na manhã deste sábado (26) (Foto: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

A declaração foi dada ao término da primeira reunião do Ministério de Minas e Energia, com dirigentes da Vale, mineradora responsável pela barragem na mina do Córrego do Feijão, que rompeu na última sexta-feira (25), em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

Alexandre Vidigal reconheceu que pode haver vulnerabilidades em outras barragens, mas que seria "irresponsável" indicá-las sem um rigoroso exame. "Mas também pode não haver. Temos evidências de que o sistema existente funcionava."

Ele disse que eventuais inconsistências entre dados levantados pelos órgãos públicos e a Vale deverão ser estudados.

Ao defender "uma política de transparência", Alexandre Vidigal informou que o governo realizará uma série de reuniões para esclarecer o que de fato ocorreu, inclusive com empreendedores do ramo da mineração. "Precisamos nos tornar, nesse momento, parceiros e evitar futuras tragédias", argumentou.