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Dois suspeitos detidos por assassinato de família boliviana em São Paulo

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A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de terem participado do assassinato de um casal boliviano e de seu filho na área metropolitana de São Paulo, embora o suposto autor do crime, cunhado do casal, continue foragido, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira (10).

A Secretaria de Segurança do estado de São Paulo confirmou à AFP a prisão, na quarta-feira à noite, de dois homens de 27 e 33 anos, dos quais não deu mais detalhes: a imprensa local afirma que se trata de dois amigos de Gustavo Vargas Arias, cunhado do casal falecido e suposto autor do homicídio triplo.

"As investigações continuam para localizar e prender um terceiro suspeito", conclui a breve nota.

Vargas também é buscado pela polícia de seu país, que tenta averiguar se ele foi à Bolívia após supostamente cometer o crime.

O principal suspeito está desaparecido há alguns dias, antes que a Polícia encontrasse mortos na terça-feira Jesús Reynaldo Condori, de 39 anos, sua esposa Irma Morante Sanizo, de 38, e seu filho Abner Morante Condori, de oito, em Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo.

A Polícia foi ao local após receber uma denúncia de cárcere de pessoas, mas, ao chegar, encontrou os três corpos "dentro de sacolas plásticas". A família estava desaparecida desde 23 de dezembro.

Segundo a imprensa brasileira, Vargas era inquilino da casa onde os corpos foram achados e pode ter agido por um motivo econômico, já que a família assassinada tinha um negócio de confecção.

Algumas das máquinas de costura do casal - que trabalhava há anos no Brasil - foram encontradas na casa onde os corpos estavam.

Depois intimarem a depor os outros dois suspeitos - que teriam intermediado o aluguel da casa -, o delegado a cargo do caso, Eliardo Jordão, decretou sua prisão preventiva devido às contradições em seus depoimentos.