General Mourão admite que Caso Coaf causa incômodo: "É desagradável"

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), admitiu que "causa incômodo" a demora do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, em dar explicações sobre suas movimentações bancárias.

"Incômodo causa, né... É óbvio porque toda vez que você tem de dar explicação, isso incomoda, é desagradável", disse o vice-presidente eleito em entrevista ao Estado de S. Paulo.

O general da reserva, contudo, ressaltou que tem "plena confiança no presidente [Jair Bolsonaro] e em Flávio".

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Hamilton Mourão (Foto: José Cruz/Agência Brasil )

Mourão disse ainda acreditar que o episódio não irá atrapalhar o futuro governo. "Fora alguns comentários de imprensa, não estou vendo as redes sociais fazendo rebuliço com isso. Não acho que haja uma pressão enorme. Acho que existe este questionamento. Há questionamento e alguma resposta terá de surgir para isso aí. Mas não da parte do Bolsonaro", comentou.

Na noite de ontem (12), o presidente eleito, em live no Facebook, disse que "pagaria a conta" caso alguma irregularidade o envolvendo fosse descoberta. Todavia, frisou que nem ele e nem o seu filho são investigados no caso. 

O vice-presidente eleito garantiu estar "de acordo com as palavras do presidente". Sobre as movimentações bancárias, disse não ter "instrumentos para dizer qualquer coisa". "Aí compete a vocês, da imprensa, furungarem esse assunto", disparou.