Na Cidadania, deputado Osmar Terra acumulará Desenvolvimento Social, Esporte e Cultura

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou ontem três novos nomes que vão compor o primeiro escalão de seu governo. O deputado Osmar Terra (MDB-RS) ocupará o Ministério da Cidadania e Ação Social, que nasce da fusão dos ministérios do Desenvolvimento Social (MDS), Esporte e Cultura, além de parte da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). A pasta do Turismo ficará com o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) e o Desenvolvimento Regional coube a Gustavo Canuto, funcionário de carreira do Planejamento.

O deputado Osmar Terra, que até abril comandava o MDS do governo Temer, foi incumbido de montar o organograma da nova pasta e desenvolver políticas públicas que abranjam todas as áreas. “Eu tenho que ver qual é a estrutura toda, não tive como ver. Eu fui convidado ontem e tomei conhecimento da estrutura do ministério hoje (ontem)”, disse Terra, acrescentando que possivelmente serão criadas secretarias específicas para cada área.

“Vamos procurar trabalhar bastante, mas focado sempre na população mais vulnerável”, acrescentou o parlamentar, que é médico e construiu sua carreira política na área social. Ele foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul nos governos de Germano Rigotto e Yeda Crusius. E atuou no governo Fernando Henrique Cardoso, na elaboração do programa Comunidade Solidária, ao lado de Ruth Cardoso.

Responsável pelo programa Bolsa Família, o deputado afirmou que a sua pasta cumprirá a promessa feita na campanha por Jair Bolsonaro, de criar o 13º salário para o benefício. “Se o presidente prometeu, vamos cumprir”.

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Onix e Bolsonaro também anunciaram ministros do Turismo e do Desenvolvimento Regional (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Gustavo Canuto será o responsável pelo futuro ministério do Desenvolvimento Regional, que englobará os ministérios da Integração Nacional e Cidades. Atualmente, é secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional. Funcionário de carreira do ministério do Planejamento, Canuto, que foi escolhido, segundo o ministro extraordinário da Transição, Onyx Lorenzoni, pelo perfil técnico, comentou que a junção dos dois ministérios se justifica porque a pasta poderá desenvolver políticas públicas comuns. “Vamos unir, finalmente, as políticas nacionais de desenvolvimento regional e urbano. Afinal de contas, não há um metro quadrado neste país que não tenha um município, que não pertença a um município”, disse.

Indicado para o Turismo, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) é o segundo ministro que integra o mesmo partido de Bolsonaro. O outro é o secretário-geral da Presidência Gustavo Bebianno. Reeleito com a maior votação para deputado federal da história de Minas Gerais, com 230 mil votos, Marcelo Álvaro integra a bancada evangélica da Câmara. “O presidente sempre defendeu que o governo tivesse um olhar especial para o turismo por conta da possibilidade de geração de emprego e renda e principalmente para que o país pudesse desenvolver o círculo de comercio e negócios tão venturoso para outros países do mundo”. Ao justificar a escolha, Lorenzoni afirmou que o nome de Marcelo Álvaro foi apoiado “por todo o segmento do turismo no Brasil e pela Frente Parlamentar em defesa do turismo”,

Bolsonaro admitiu que o número de ministério poderá chegar a 22 no próximo governo. Ao comentar a indicação para as três novas pastas, o futuro presidente disse que tem recebido pressão da bancada feminina para manter a secretaria das Mulheres com status de ministério. “Há um apelo da bancada feminina. Elas querem o 22º ministério”, disse Bolsonaro, acrescentando que a equipe de transição ainda não decidiu e, provavelmente, a pasta poderá integrar o ministério dos Direitos Humanos. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro havia prometido reduzir dos atuais 29 para 15 o número de ministérios.