Desemprego na Itália cai para 9,7%

A taxa de desemprego na Itália atingiu 9,7%, o menor índice desde janeiro de 2012, segundo dados revelados nesta segunda-feira (1) pela agência de estatísticas europeia "Eurostat". Em julho, a taxa havia sido de 10,2%. A população empregada no país soma 23,3 milhões de pessoas (59% da população economicamente ativa), o que representa um aumento de 1,2 milhão de pessoas com relação a cinco anos atrás. O aumento de vagas temporárias foi o principal responsável pela redução.

A modalidade de contratação somou 351 mil vagas no período, enquanto os postos fixos tiveram queda de 49 mil vagas. "É um número que mostra a precarização e exploração dos trabalhadores , com tantos contratos de poucos dias . Há muito o que fazer para criar trabalhos estáveis. Haverá incentivos para criar postos por tempo indeterminado", disse o ministro do Trabalho italiano, Luigi di Maio.


De acordo com a Eurostat, 2,5 milhões de pessoas estão desempregadas no país, o que representa uma redução de 119 mil desempregados com relação a julho e 438 mil com relação a agosto de 2017.

 

O desemprego atinge em escala semelhante homens (1,3%) e mulheres (1,5%). Entre os jovens, houve aumento de 0,2% na taxa de desocupação com relação ao julho, com índice de 31%.


A Itália segue como terceiro país com maior desemprego na Europa, número apenas superado por Grécia (19,1%) e Espanha (15,2%). A média da Zona do Euro ficou em 8,1%, marcando uma queda de 0,9% com relação a 2017. A taxa de ocupação das mulheres, que registrou 58% em 2017, ainda ficou abaixo da média europeia, que é de 67,7 %.