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Desafio para cumprir meta de emissão de carbono

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A menos de dois anos para iniciar o cumprimento das metas assumidas no chamado Acordo de Paris para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, o Brasil vive o desafio de conter o desmatamento, adaptar o modelo de produção econômica, readequar a infraestrutura urbana e gerar energia limpa para diminuir a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera.

A meta assumida pelo Brasil, conhecida como Contribuição Nacionalmente Determinada, que considera os níveis pré-revolução industrial (1750) e deve ser implementada a partir de 2020, prevê que até 2025 as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas a 37% em relação a 2005. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a redução já foi alcançada, considerando as remoções de CO2 da atmosfera graças às áreas de florestas preservadas. Mas especialistas alertam que, em valores absolutos, o país ainda não atingiu a meta internacional, de 1,3 bilhão de toneladas de CO2. Levantamento do Observatório do Clima mostra que as emissões absolutas de gases de efeito estufa no Brasil tiveram aumento de 9% de 2015 para 2016 e de 32% em relação a 1990. Mais da metade provém do desmatamento da Amazônia e do Cerrado.

Pesquisadores concordam que houve avanços, mas destacam que é preciso ampliar a restauração de áreas degradadas e a atividade em pastagens subutilizadas. Segundo o Observatório do Clima, o país tem 100 bilhões de hectares de terras pouco produtivas que expandiriam a produção de alimentos para a demanda nacional, mas também para exportação. Falta ainda, advertem, mais apoio financeiro a iniciativas que adotam práticas sustentáveis.

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Desmatamentos causam aumento de 32% nas emissões de gases do efeito estufa no Brasil (Foto: Divulgação)



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