Jornal do Brasil

País

Em quarto debate na TV, candidatos apresentam propostas na corrida à Presidência

Jornal do Brasil

Sete candidatos à Presidência da República participaram do debate na TV Aparecida  promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na noite de quinta-feira (20). 

O encontro,  que durou cerca de três horas, reuniu Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede).

Jair Bolsonaro (PSL) ainda está hospitalizado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo e está se recuperando do atentado que sofreu durante agenda de campanha  no dia 6 de setembro. Já Cabo Daciolo (Patriota) alegou incompatibilidade de agenda e também não foi ao debate.

Macaque in the trees
Sete candidatos à Presidência da República participaram do debate na TV Aparecida, na noite de quinta-feira (20) (Foto: reprodução instagram )

 

Em estreia, Haddad foi o principal alvo dos adversários

Com a ausência de Bolsonaro,  o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate presidencial na TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante no encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff.

Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto, o petista está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás apenas do candidato do PSL  que permanece internado se recuperando de uma facada.

PT X PSDB

O debate também marcou o primeiro confronto direto entre Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, do PSDB. Enquanto o  petista questionou Alckmin sobre sua posição em relação à reforma trabalhista e a emenda do Teto dos Gastos, aprovada no governo Michel Temer, com apoio do PSDB.

O ex-governador responsabilizou o governo Dilma Rousseff pela crise econômica que gerou 13 milhões de desempregados e pelo fato de Temer ser o presidente. “Não precisaria a PEC do teto se não fosse o vale-tudo do PT que não tem limites para ganhar a eleição. São 13 milhões de desempregados, herança da Dilma e do PT. Quebraram o Brasil. O petrolão foi o maior escândalo do mundo”, disse Alckmin. 

O petista disse que, se eleito, vai revogar a reforma trabalhista e o teto dos gastos e se defendeu citando mais uma vez a entrevista do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati ao Estado. “Quem se uniu ao Temer para trair a Dilma foi o PSDB". Haddad também lembrou que Tasso Jereissati assumiu que o PSDB e sabotou o governo desde a reeleição. 

Já o candidato do MDB, Henrique Meirelles disse que a crise foi criada pelo governo do PT, na gestão de Dilma e foi construída pela aplicação do programa. “Estamos vivendo o momento em que o Brasil saiu do fundo do poço, mas ainda tem milhões de desempregados.”

Haddad retrucou lembrando que o emedebista foi durante oito anos presidente do Banco Central no governo Lula. “Considero a ingratidão um dos maiores pecados da política.”

'Você, Haddad, vem para essa campanha como representante do caos', diz Alvaro Dias
A mais enfática censura ao candidato do PT, contudo, partiu do presidenciável do Podemos, Alvaro Dias. Em resposta a um questionamento do petista, Dias afirmou que o PT distribuiu a “pobreza para todos e a riqueza para alguns”. “Você, Haddad, vem para essa campanha como o porta-voz da tragédia, o representante do caos”, afirmou. “A família brasileira é vítima dessas desigualdades sociais.”

O petista citou o Bolsa Família. “É um conjunto enorme de programas que foram geridos que fortaleceram a família e você parece desconhecer. Você fica no Senado, no seu gabinete, e parece desconhecer a realidade.”

 

Pedro Venceslau e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2018 | 00h26

APARECIDA - Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate presidencial realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff.

Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro – o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada.

Fernando Haddad
Fernando Haddad, ao centro, participa de seu primeiro debate presidencial como candidato do PT Foto: Gustavo Cabral/A12
O debate desta quinta-feira, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida, também foi marcado pelo primeiro confronto direto entre Haddad e o tucano Geraldo Alckmin. O petista questionou Alckmin sobre sua posição em relação à reforma trabalhista e a emenda do Teto dos Gastos, aprovada no governo Michel Temer, com apoio do PSDB.

PUBLICIDADE


O ex-governador aproveitou a deixa para responsabilizar Dilma tanto pela crise econômica que gerou 13 milhões de desempregados quanto pelo fato de Temer ser o presidente. “Não precisaria a PEC do teto se não fosse o vale-tudo do PT que não tem limites para ganhar a eleição. São 13 milhões de desempregados, herança da Dilma e do PT. Quebraram o Brasil. O petrolão foi o maior escândalo do mundo”, disse Alckmin.

O petista disse que, se eleito, vai revogar a reforma trabalhista e o teto dos gastos e se defendeu citando mais uma vez a entrevista do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati ao Estado. “Quem se uniu ao Temer para trair a Dilma foi o PSDB. Ele que colocou o Temer com um programa totalmente contrário ao que foi aprovado nas urnas. Tasso Jereissati assumiu que o PSDB sabotou o governo desde a reeleição”, disse Haddad.

Henrique Meirelles (MDB), em outro momento, também afirmou que a crise “criada pelo governo da Dilma foi construída pela aplicação do programa do PT”. “Estamos vivendo o momento em que o Brasil saiu do fundo do poço, mas ainda tem milhões de desempregados.” Haddad rebateu as críticas lembrando que  Meirelles esteve oito anos à frente da presidente do Banco Central no governo Lula.

Já Alvaro Dias, do Podemos, afirmou que  o PT distribuiu a “pobreza para todos e a riqueza para alguns”. “Você, Haddad, vem para essa campanha como o porta-voz da tragédia, o representante do caos”, afirmou. “A família brasileira é vítima dessas desigualdades sociais", completou. Para se defender, o petista citou o Bolsa Família como programa social.  “É um conjunto enorme de programas que foram geridos que fortaleceram a família e você parece desconhecer. Você fica no Senado, no seu gabinete, e parece desconhecer a realidade.”

O candidato do PDT, Ciro Gomes,   tratou Haddad como 'amigo', mas nem por isso deixou de fazer críticas ao adversário lembrando que o PT esteve no poder por 14 anos, mas não promoveu a reforma tributária. “O grande pacto do PT com PSDB nunca permitiu mudar o sistema.” Sobre a questão, Haddad disse que Lula fez uma das maiores reformas tributárias "às avessas" do País. 

 

***Com Estadão Conteúdo

 

 

 

 

 



Recomendadas para você