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Gilmar solta ex-secretário de Alckmin

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar nesta terça-feira, 4, o ex-secretário de Logística e Transporte (governo Geraldo Alckmin, do PSDB) Laurence Casagrande Lourenço, que foi diretor-presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) e da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), cargo que ocupou até ser preso na Operação Pedra no Caminho.

Laurence foi detido em 21 de junho, por ordem da juíza federal Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

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Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) realiza audiência para esclarecer indícios de irregularidades em obras constantes no PLOA 2018, com a presença de representantes do TCU, da Petrobras e dos ministérios dos Transportes, das Cidades e do Esporte. ..?. mesa, secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo e diretor-presidente da Dersa/SP, Laurence Casagrande Lourenço (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Em sua decisão, Gilmar substituiu a prisão preventiva de Laurence por medidas cautelares diversas, como a proibição de acesso ou frequência aos prédios e dependências da Dersa e a outros prédios do governo do Estado de São Paulo que possam ter relação com os fatos apurados na ação penal em questão.

O ministro também proibiu Laurence Casagrande de manter contato com outros investigados e deixar o País, devendo entregar seu passaporte em até 48 horas.

A Polícia Federal enquadrou Laurence no inquérito da Operação Pedra no Caminho por supostos desvios nas obras do Trecho Norte do Rodoanel. À época, o criminalista Eduardo Carnelós disse que a “decisão de indiciar o sr. Laurence Casagrande Lourenço não contém nenhum fundamento, e ignora os próprios elementos dos autos do inquérito policial”.

Laurence não é o primeiro preso solto na Lava-Jato paulista por decisões de Gilmar Mendes. O ministro já havia soltado Paulo Vieira e sua filha Tatiana Arana Cremonini. Na semana passada, a Segunda Turma da corte, da qual Gilmar faz parte, libertou Pedro Dantas, ex-diretor da Dersa e apontado como sucessor de Paulo Preto na estatal.

Com Estadão

 



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