“NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS” Última decisão do presidente foi negar extradição de ex-ativista italiano Cesare Battisti E m seu último dia de mandato, o presidente Lula fez um pequeno balanço do governo ao se despedir de ministros e funcionários do Palácio do Planalto. Ele afirmou que entrará para a história “como o presidente da República que fez muito mais do que aquilo que estava no Programa de Governo de 2002 e no Programa de Governo de 2006”.
Num tom descontraído, Lula não perdeu a oportunidade de alfinetar os adversários: – Eu gosto de falar “nunca antes” porque eu sei que tem adversários e gente que não gosta, que sofre quando eu falo. Como eles pensam que eu sofro quando eles falam mal de mim, então eu retribuo dizendo que nunca antes na história do país houve, dentro deste Palácio, nesta sala, a quantidade de movimentos sociais participando, falando, propondo e decidindo políticas que o governo brasileiro tinha que executar – provocou. Ele afirmou, ainda, que a orientação ao chefe de segurança do Palácio do Planalto é que as manifestações contrárias não fossem reprimidas, pois caberia à militância do PT fazer sua defesa. E brincou que poderia correr da presidente eleita Dilma Rousseff, para não passar a faixa presidencial: – Quero ver ela correr atrás de mim na Esplanada, atrás daquela fa i x a .
Últimos compromissos Entre os últimos compromissos, Lula tinha em sua agenda encontros com o vice-presidente do Conselho de Estado de Cuba, José Ramón Machado Ventura, e com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
A previsão é que ele passasse a virada do ano no Palácio da Alvorada, com a família. Antes, foi à Granja do Torto para uma visita à Dilma Rousseff.
Mas foi a primeira decisão do dia que causou mais alvoroço: não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti. Decisão que, apesar da grande repercussão, Lula preferiu não comentar em sua despedida.
Por Mauro Santayana: [email protected]