Procuradores são contra a legalização dos bingos

Para associação, atividade ser viria a organizações criminosas a associação nacional dos membros do ministério público (conamp) divulgou ontem nota técnica contra a aprovação do projeto de lei (pl 270/2003) que legaliza a atividade de bingos, videobingos, videoloterias e outros jogos no país, e que consta da pauta de votações do plenário da câmara dos deputados. na nota, o procurador césar mattar junior, presidente da entidade, afirma que a liberação desses jogos criaria “um ambiente favorável” à lavagem de dinheiro e à atuação das organizações criminosas, de acordo, aliás, com o relatório final da comissão parlamentar de inquérito dos bingos do congresso nacional.

A nota destaca também que devem ser considerados pelos parlamentares os prejuízos causados à saúde pela ludopatia – doença caracterizada “pela alteração progressiva do comportamento, tornando o indivíduo incapaz de controlar a vontade de jogar”. a conamp contesta ainda o argumento de que a destinação para a saúde dos recursos provenientes da legalização dos jogos de bingos e similares revele a “função social” dessas atividades, já que, pelo contrário, a sua conexão com o crime organizado só potencializaria os “danos sociais”, tanto do ponto de vista da saúde como da educação e segurança pública.