Crack vai matar, em breve, 300 mil jovens

Levantamento da confederação nacional dos municípios mostra que 98% das cidades têm problemas com drogas c erca de 300 mil jovens vão morrer vítimas do crack nos próximos anos no brasil, que terá em torno de 10 milhões de dependentes da droga. hoje, a pedra devasta não só as grandes cidades, como também as regiões mais remotas. os dados alarmantes fazem parte de um estudo apresentado ontem pela confederação nacional dos municípios (cnm). segundo a pesquisa, 98% das cidades brasileiras apresentam problemas de circulação de drogas e registros de consumo de substâncias entorpecentes, incluindo o crack. o levantamento atingiu 3.950.

(71%) dos 5.565 municípios em todo o país. destes, apenas 14,7% têm centros de atenção psicossocial (caps) e 8,4% contam com programas locais de combate ao crack. ao todo, 62,4% declararam não receber apoio financeiro federal, estadual ou de outras instituições.

– estamos falando de uma geografia do crack – disse o presidente da cnm, paulo ziulkoski, que considera a amostra bastante significativa. – o problema alcançou uma dimensão nacional. não está mais nas grandes cidades, mas nas áreas rurais.

Para ziulkoski, o brasil care ce de planejamento estratégico para enfrentar o problema.

Plano sobre o lançamento do plano de enfrentamento do crack e outras drogas, ocorrido em maio, um programa do governo federal, ziulkoski lembra que a iniciativa limitou o acesso de muitos municípios às ações, uma vez que apenas cidades com população acima de 20 mil habitantes podem ser contempladas: um total de 1.643.

(29,5%). para os municípios com menos de 20 mil habitantes, há apenas a possibilidade de implantação de núcleos de apoio à saúde da família. uma das saídas, segundo ziulkoski, seria investir em mais fiscalização nas fronteiras, uma vez que o brasil tem 580 municípios nessa faixa. outra estratégia citada pela cnm é a de controle da indústria química, para que o manuseio de elementos considerados essenciais para a produção de drogas diminua.

Não à legalização o presidente da cnm é contra a legalização do consumo de drogas no brasil: – na holanda, a legalização não deu certo. imagine no brasil. como controlaremos isso? 10 milhões de pessoas serão dependentes do crack no brasil, nos próximos anos 62,4 % das prefeituras não têm apoio financeiro federal ou estadual 8,4 % das cidades têm programas locais de combate ao crack.