De candidato para eleitor. Enter!

H á duas verdades incontestáveis sobre a relação entre internet e política depois das eleições deste 2010. ela veio para ficar e vai ganhar mais importância; e, da forma como foi usada, atrapalhou mais que ajudou.

É fato que as mídias sociais ganham espaço a cada dia, a cada momento, a cada minuto em que você atualiza uma página do orkut, facebook, youtube, twitter e afins. há poucos anos, era inimaginável um político trocar o seu famoso “santinho” por uma boa foto sorridente em uma página pessoal criada especialmente para a campanha.

Aconteceu, como num clique. primeiro, porque a minirreforma eleitoral realizada em 2007 mudou muito as campanhas, limpou as ruas de faixas e folders e outros materiais publicitários. segundo, porque a inclusão digital cresceu incrivelmente – e ainda cresce, vejam a de.

Manda por computadores, os investimentos das telefônicas em internet e transmissão de dados, além do projeto do próprio governo federal de instalar a banda larga (para valer).

Todos esses fatores colaboraram, então, para que nas últimas três eleições (e isso conta para os pleitos municipais) os candidatos trocassem o papel pela tela, o comício pelo spam, o discurso pela mensagem online, e até o corpo a corpo por trocas de e-mails, comentários no blog, além de postagens no twitter.

É o novo modus operandi das campanhas eleitorais, um irreversível avanço na comunicação e no elo entre o político e o eleitor – embora a internet possa, por outro lado, iniciar um processo de distanciamento entre o candidato e o cidadão.

Acredito que isso vá acontecer, e poderá tomar rumos ainda misteriosos se a sociedade não cobrar a aproximação, ou seja, o aperto de mão e os olhos nos olhos.

A internet é um mundo virtual maravilhoso, que também tem suas armadilhas. obviamente, em muitos casos ela nos priva da realidade. mora aqui, logo, o fato de, neste 2010, a rede eletrônica ter sido usada de forma maléfica – por maledicentes ocultos, publicitários e até políticos mal intencionados – para prejudicar adversários.