De candidato para eleitor. Enter!

Regulamentação da internet é tema espinhoso para parlamentares não foram poucas as mensagens de falso conteúdo disparadas por e-mail para milhões de eleitores, disseminando inverdades sobre presidenciáveis, candidatos a governador e deputados. tudo em nome do dinheiro, a mentira pelo poder.

Gasta-se com esse método – marqueteiros renderam-se a este mecanismo – há invasão de privacidade – seu endereço eletrônico é distribuído ilegalmente não se sabe como – e quem perde é toda a sociedade.

Além dos próprios candidatos, que, em vez de focalizarem o discurso propositivo, perderam valiosos minutos em programas de rádio, tv, nas ruas e na própria internet para desmentir cenários e citações falsas que se repetiam todo dia. perdeu o eleitor, por acreditar nelas e espalhá-las para seus contatos. esse é o lado ruim da internet no país. paga-se um preço por isso: não há uma lei que regulamente o uso da rede no brasil. é um assunto delicado, os parlamentares sabem.

Qualquer citação disso numa tribuna de plenário, e logo vira alvo de ataques que remetem a uma palavra perigosa numa democracia: censura.

Por ora, vê-se o que se vê na internet porque não houve um debate sério, dedicado e minucioso sobre as redes sociais. e, pelo que se viu na campanha, não interessa a ninguém por ora. cria-se um fato para prejudicar um adversário e, até que se prove o contrário, o sujeito perde uma eleição. é a nova guerra política, a virtual.

Dentre todos os websites, inegável apontar o twitter como o mais avassalador neste cenário político. em todos os sentidos. para o bem ou para o mal. o twitter virou um meio de comunicação social, em que encontramos comunicados oficiais de governos e políticos antes mesmo que estes anunciem nos meios tradicionais.

Vê-se o exemplo deste poder do canal nos números de seguidores – na primeira quinzena de dezembro de 2010, eram 1,3 milhão de seguidores para os três principais presidenciáveis que disputaram o pleito.

Obviamente, um número pequeno, 1% dos eleitores, mas significantemente forte, por se tratar de multiplicadores de opinião na rede social e na in ternet como um todo. se, antes, um santinho passava por poucas mãos, agora uma mensagem virtual chega a centenas, talvez milhares de eleitores, em apenas um clique e em poucos minutos.

A urna eletrônica e sua apuração acelerada foram um avanço. mas já é pouco diante do crescimento da internet e suas redes sociais, com sua conectividade acelerada e a essencial interatividade.

Chegará um dia, e será breve, em que o cidadão poderá votar numa eleição seguramente pela internet, ou pelo celular – via torpedo ou voz.

Como existem vantagens e desvantagens, o perigo desse mundo novo que engole as campanhas é que a relação entre o candidato, o eleitor e a democracia se torne tão virtual quanto a tecnologia, que já domina a política. jornalista, blogueiro, twitteiro, escritor e colunista político. assina o ‘informe jb’, distribuído para jornais de todo o país. apresentador da rede vida de televisão e comentarista da www.radiodigitalnews.com.br.