O cirurgião da liderança

-->Ricar do Stucker t/PR-->P ADILHA, COM DILMA -->– Quieto, quieto, ele esboçou o caminho do favoritismo-->SE HÁ UMA CER TEZAsobre Dilma Rousseff além dos núme- r os que a r ondam, é a de que ela tem vários criador es – e justa- mente por isso e xiste o risco de que a disputa por essa pater- nidade, pós-eleição , seja o e n- terr o d e m uitos deles. “ A can- didata f a bricada”, na v e r são es- carr ada do ad v er sário Plinio de Arruda (PSOL), não deixa de ser v er dade. O maior dos pais da neopetista é o pr esidente da Re- pública, Luiz Inácio Lula da Sil- va. Lula a puxou de um ministério e lan - çou-a sem consultar o partido . Nada de - mais, na visão do pr esidente. Ele se dissociou do PT há tempos. Está acima da legenda e f az o que bem entende. Assumiu sozinho , as - sim, a r esponsa bili - dade de manter a contin uidade de seu pr ojeto no poder na figur a de Dilma. P or or a, em cenários a bstr atos, deu certo . Outr os dois pais de Dilma não brigam entr e si, mas disputarão espaço por poder em um e v entual go v erno seu. São: J osé Dir ceu e Mar co A urélio Gar cia. O primei - r o , amigo de longa data e con - selheir o – até a pr esenteou com o cão -->Nego -->, que brilhou na estr eia da campanha da petista na TV , uma f orma de menção ao mentor . E o segundo , o r esponsáv el pela subida de Dilma à Casa Ci vil e à pr eferência de Lula par a a su - cessão . Na sua v er são , o próprio Mar co A urélio me contou n uma entr e vista há dois anos: Lula que - ria sa ber quem er a aquela galega de óculos de lentes fundas. F oi Gar cia quem fez a apr o ximação . E também vir ou fã dela. O esboço do sucesso eleito - r al de Dilma não pr o vém de nenhum deles especialmente. Ob viamente que o pr esidente Lula é o maior ca bo eleitor al da candidata, e pr o v ou ser o seff contr a J osé Serr a, no que concerne à vir ada nas pesqui- sas. O maior pr otagonista dessa subida meteórica de Dilma é o dono do cofr e. Sem seg r edos, a base do go v erno se alimenta de f atias orçamentárias bem dis- tribuídas por emendas contr o- ladas por P adilha. Há mais de dois anos, na sur - dina e depois à fr ente do Minis - tério de Relações Institucionais, é P adilha quem sacia os g r andes partidos aliados em doses espo - rádicas de v erbas. F oi P adilha quem negociou também, junto ao comitê de Dilma, a f ormação dos partidos da c hapa. F oi P a - dilha quem nestes anos todos r ece beu centenas ou milhar es de pr efeitos en viados por deputados e senador es. Ele f oi o r es - ponsáv el pela confecção da g r ande teia de coali - zão que sustenta os v otos confirmados de Dilma. Em suma, P adilha, o médico , fez a cirur gia pa - r a er guer uma militância f orte. F ez da g r ande maioria dos pr efeitos os seus ca bos eleitor ais. E são estes que gar antem o sucesso inicial de Dilma. Daí o pr esidente Lula, há mais de um ano , gar antir que f aria a suces - sor a, que agor a v ai ao segundo turno com J osé Serr a. Ele já tinha milhar es de pr efeitos nas mãos. O doutor que ajudou a ope - r ar a militância que apoia Dil - ma, por or a, soube criar o gi - gante eleitor al e alimentá-lo . Resta sa ber se, daqui por dian - te, sa berá contr olar seu ape - tite, se esse gigante subir a r ampa do P alácio . potencial tr ansferidor de v otos. Mas Dilma tem um irmão , e este f oi ela quem f a bricou. E, sem ele, nem Dilma nem o pr esidente Lu - la teriam a base partidária e a militância par lamentar par a en - g r ossar as fileir as do PT na dis - puta pr esidencial. T r ata-se do médico Ale xandr e P adilha. Um sanitarista que f oi pescado nas di visões de base do PT e que vir ou o guar dião do cofr e. P adilha é a c h a v e do mistério na ala v ancada de Dilma Rous-