No cabeleireiro, demonstrações explícitas de defesa do gênero

-->Maria Luisa de Melo-->A pesar do mito de que m ulher não tem o hábito de confiar em m ulher , eleitor as cariocas ouvidas pelo -->J ornal do Brasil -->confessaram não ter pr oblemas em v otar em candidatas do mesmo se xo , seja pa - r a a Pr esidência ou par a outr os car - gos do Executi v o e do Legislati v o . Algumas delas, inclusi v e, disse - r am pr eferir r epr esentantes do mesmo gêner o , por que “as m ulhe - r es tendem a ter mais per spicácia do que os homens” e isto as aju - daria a f az er um bom go v erno . As amigas comer ciantes de r o u- pas femininas Ana M aria Gazan- neo e Heloína Senna já decidir am seus v otos par a a pr esidência. As duas escolhidas são m ulher es. – A gente é m ais esperta, mais sensív el – defendeu Ana Maria. – P egamos as coisas no ar , até men- tir a a gente descobr e com mais f acilidade. Sem dúvida, v ai ser mais fácil par a a Marina ou a Dilma go v ernar em.-->Mais candidatas-->P ar a Heloína, o f ato do númer o de m ulher es candidatas ser in- ferior aos dos homens de v e ser r e v ertido o quanto antes. – Esse negócio de que m ulher não confia em m ulher é mentir a. Eu confio tanto que v ou v otar em mais de uma m ulher nestas elei - ções – assegur ou. – Os meus v otos são até par a incenti v ar as m ulher es a participar em da política, já que é um segmento que tem mais homem do que m ulher . Enquanto f azia penteado nos ca belos e pinta v a as unhas em um salão de beleza da T ijuca, a p e- dago ga Denise Car v alho defen- deu a tese de que não há moti v o par a não escolher candidatas do mesmo se xo . – Eu olho no olho do candidato e pr ocur o s a ber se aquelas pr o- postas podem r ealmente se tor- nar r ealidade – comentou a pe- dago ga. – O f ato da candidata ser m ulher não aumenta a minha des- confiança com r elação ao tr a b a- lho que ela virá a f az er . Mer ecem o meu v oto candidatos ou can- didatas que sejam competentes, o se xo pouco importa. P ar a a ad v o gada Lúcia Lívio , o que f az com que um candidato ganhe, de f ato , as eleições não são apenas as boas pr opostas. Sim- patia é fundamental par a anga- riar v otos. – Dilma tem apar ecido na mí- dia com uma feição m u ito anti- pática, ao contrário da Marina. O olhar dela é ag r essi v o , af asta o eleitor – comentou.-->Fotos de Rafael Moraes-->ESCOLHA -->– Ana Maria e Heloísa (ao lado) vão votar em mulher es. No salão (acima), clientes apoiam as candidatas, que, segundo elas, têm perspicácia