para não votar

-->Apesar das complicações legais, como não par ticipar de concursos públicos, com pouco esforço e dinheir o pendências acabam-->A m ulta par a quem deixa de v otar nas eleições é tão insigni- ficante que par ece mais um es- tím ulo par a os eleitor es deixar em de compar ecer às urnas. É certo que, quem não justificar a f alta corr e o risco de ficar sem o título de eleitor , o que pode tr az er con- sequências ruins. Mas, tudo pode ser f acilmente r esolvido pagando apenas R$ 3,51. Nas eleições de 2006, de acor do com dados do T ribunal Superior Eleitor al (TSE), pouco mais de 21 milhões de pessoas deixar am de v otar no primeir o turno . O númer o subiu par a quase 24 milhões no se - gundo turno da mesma eleição . P ar ece ha v er pouca v ariação no númer o de f altosos. Isso por- que, em 2002, cer ca de 20 milhões deixar am de v otar no primeir o turno , e outr as 23 milhões no se- gundo . Estima-se que em 2010 o númer o de f altosos permaneça dentr o desse média. Caso o eleitor não esteja em seu domicílio eleitor al, basta ir a qualquer sessão de v otação par a justificar a ausência. Mas, se esti v er na cidade onde v ota e não puder compar ecer , o eleitor tem até 60 dias par a pr ocur ar o seu cartório eleitor al e justifi - car a ausência. Nesse caso , é pr eciso apr esen- tar algum documento que justi- fique a f alta, como atestado mé- dico ou boletim de ocorrência. Quem esti v er f or a do país tem 30 dias par a se justificar per ante a J ustiça eleitor al, a contar do dia em que r etornou ao Br asil, bas- tando le v ar documento com f oto e título eleitor al. De acor do com a c hefe de car - tório da 213ª Zona Eleitor al do Rio de J aneir o , Vânia Regina Ribeir o Dantas, apesar do v alor da m ulta ser irrisório , e xistem outr as implicações par a os f al - tosos, como o impedimento de participar de concur sos públi - cos, ing r essar em uni v er si - dades públi - cas, tir ar pas - saporte e tr a - balhar em al - gumas em - pr esas da ini - ciati v a pri v ada que e xigem compr o v ação de v otação ou jus - tificati v a nos pleitos. – Quem deixar de v otar por três turnos consecuti v os terá o título cancelado . Aí fica mais compli- cado , pois, se r esolv er v otar , não poderá f azê-lo , além de todas as demais implicações – e xplica. Contudo , todos os pr oblemas são f acilmente r esolvidos. Basta ir ao cartório eleitor al e solicitar a r egularização das pendências. P ar a isso , mesmo que o título de eleitor já tenha sido cancelado , basta pagar os R$ 3,51 – sem ne- cessidade de apr esentar docu- mentos ou justificati v as – par a que a situação seja r esolvida.-->Obrigatoriedade do voto continua a dividir o país-->O v oto no Br asil é obrigatório par a quem tem entr e 18 e 70 anos. É f acultati v o par a menor es de 18 e maior es de 70 anos, e, também, par a os analf a betos. Contudo , en - quanto alguns especialistas defen - dem a obrigatoriedade como uma f orma de gar antir que o dir eito ao v oto seja e xer cido , outr os pensam e xatamente o contrário , e afirmam que não se pode obrigar uma pes - soa a e xer cer um dir eito . P ar a o pr ofessor de ciência po - lítica da UFRJ , Char les F r eitas P es - sanha, o v oto de v e, sim, ser obri - gatório . Ele afirma que ninguém é obrigado a v otar , se não quiser , podendo justificar a ausência, v o - tar em br anco ou an ular . Contudo , afirma que, caso f osse f acultati v o , m uitos elei - tor es poderiam deixar de com - par ecer às urnas por moti v os alheios a eles, como por ter que cumprir car ga horária de tr a - balho no dia da eleição . – É par a e vitar qualquer in- terferência e xterna. A punição par a quem não v ota é ridícula. Mas o v oto obrigatório tem a v a n- tagem de f a z er com que as pes- soas sejam sober anas com r elação a sua decisão – defende. – Há liber dade par a v otar em candi- dato A ou B, an ular , deixar em br anco e até par a não v otar . É pr eferív el, do que o patrão diz er que v ocê não v ai v otar (por não ser obrigatório).-->Dir eito obrigatório-->P or outr o lado , o cientista po - lítico da UnB Da vid Fleisc her a v alia que ninguém pode ser obrigado a e xer cer um dir eito . Além disso , acr edita que, com o v oto f acultati v o , os partidos te - riam que con v encer o eleito - r ado a participar do pleito , se quiser em conseguir v otos. Ele afirma que, quando o dis- positi v o f oi criado na Constitui- ção de 1946, ha via o temor de que o eleitor ado não compar ecesse às urnas por f alta de esclar ecimen- to . Ele defende, no entanto , que seja obrigatório o r egistr o na J u s- tiça eleitor al par a que o cidadão r ealmente tenha o poder de es- colher se quer ou não participar de determinada eleição . – Mas o eleitor ado e v olui. Ac ho que é um dir eito e não um de v er que de v e ser cumprido d e qual- quer jeito . Não é v er dade que os pobr es vão deixar de v otar . – afirma. – A v antagem (do v oto f acultati v o) é que os partidos de v eriam con v encer o eleitor , ficando com o ôn us de mobilizar a sociedade.-->População também está dividida-->P esquisa Dataf olha, di vulgada em maio , m ostr a que o dilema di vide a população . O per centual de quem é contr a e de quem é f a v oráv el ao v oto obrigatório é o mesmo: 48%. O estudo r e v ela que o númer o de pessoas contr a a obrigatorie- dade aumentou. No final de 2008, o per centual er a de 53% que de- fendiam o v oto obrigatório , con- tr a 43% que pr efer em o v oto f a - cultati v o . N o entanto , 55% dos entr e vistados afirmar am que v o - tariam, caso f osse f acultati v o , contr a 44% que pr efeririam não participar do pleito .-->Mesmo após o cancelamento do título, basta pagar a multa para r egularizar situação-->R$3,51 paranão votar