Como qualquer legenda, PV carrega filiados sem ideologia

-->SARNEY FILHO -->– Sob acusação de não compactuar com ideologia dos ver des, deputado se defende e garante ser ambientalistaLeonar do Prado/Agência Câmara-->ELEIÇÕES 2010-->Par tido espera se livrar de integrantes -->non gratos -->naturalmente-->Ana Paula Siqueira-->BRASÍLIA-->Com o cr escimento , o P artido V er de também acum ula críticas. Além das alianças – feitas tanto com legendas de esquer da, como com as consider adas de dir eita – conta o f ato de alguns membr os do PV não ser em vistos por alguns críticos como “compr ometidos com a causa ambiental”. Entr e os políticos acusados de ing r essar no partido apenas par a gar antir suas eleições estão o de - putado feder al Sarne y F ilho (MA) e o e x-v er eador do Rio , Sidnei Do - mingues. Ambos negam f alta de identificação com o ambientalismo e afirmam que as acusações são fruto de “ciúmes de quem não tem cacife par a se eleger”. Sarne y F ilho gar ante ser um ambientalista, e cita seu tr a balho como deputado par a demar car sua posição . Antes de ing r essar no PV , em 2003, ele passou pela Aliança Reno v ador a N acional (Ar e na), partido Democrático So- cial (PDS) e P artido da F r ente Liber al (PFL). – Essas criticas não me atingem. Se há um ambientalista no Con - g r esso sou eu – gar ante Sarne y . – Não critico ninguém que entr e no PV que não seja ambientalista. Quem não é, quando se elege, aca - ba se inter essando pela causa. Contudo , ele admite que os par- tidos políticos br asileir os não são fiéis às ideolo gias, e afirma que, quando se identificou com o PV e viu que a legenda tinha condições de eleger uma bancada, se filiou a con vite do próprio partido . O candidato a deputado esta - dual e apr esentador d e TV Sidnei Domingues já fez parte do PDT e do PSC. Ele f oi v er eador do Rio entr e 1982 e 1988, quando afirma ter apr esentado pr ojetos v oltados par a o meio ambiente. Assim como Sar - ne y F ilho , ele cr edita as críticas ao temor de alguns com a possibili - dade de ele conseguir se eleger . – As críticas vêm quando o can- didato começa a ter c hance. Eu tenho via bilidade eleitor al, e isso começa a ger ar um mal estar par a aqueles que começam a enxer gar que tenho uma candidatur a bem viáv el – r e bate.-->Naturalmente-->Alfr edo Sir kis, v er eador do Rio e um dos dirigentes do PV , admite que pessoas f or a do conte xto do partido aca bar am ing r essando na legenda. Ele afirma que isso aconteceu nas eleições de 2006, quando a legenda deixou de f az er uma filtr agem mais rígida de no- v o s filiados, temendo desapar e- cer caso não alcançasse a cláusula de barr eir a que, até então , não tinha sido consider ada inconsti- tucional pelo Supr emo T ribunal F eder al (STF). – Esses pr oblemas são iner en- tes ao sistema eleitor al br asileir o , como o v oto per sonalizado . Em 2006 ha via g r ande pânico em r e - lação ao partido não f az er os 5%, o que atr aiu m uita gente sem pas- sar pelo filtr o con v eniente, e aca- bou criando pr oblemas par a o próprio partido – r econhece o v e - r eador . – Algumas (lider anças) já saír am e outr as a gente esper a que não consigam se eleger , n um pr ocesso de decantação natur al. Entr e outr as coisas, a cláusula de barr eir a pr e via r estrições à distri - buição do Fundo P artidário e dos horários de pr opaganda partidária no rádio e na TV . N a prática, in - via bilizaria a e xistência de partidos que não conseguissem atingir o mí - nimo de 5% do total de v otos.