Ato contra “golpismo midiático” reúne 300 pessoas em São Paulo

-->No Sindicato dos jor nalistas, entidades criticam setor es da impr ensa-->Mo vimentos sociais e partidos po - líticos se r eunir am na noite de on - tem par a pr otestar contr a a cober - tur a eleitor al feita alguns dos g r an - des v eículos da mídia comer cial. De acor do com os participantes do Ato contr a o Golpismo Midiático , jornais e r e vistas desses conglomer ados de com unicação social, com sede em São P aulo e no Rio de J aneir o , estão agindo contr a a candidatur a do PT à Pr esidência da República. A manifestação f oi or ganizada pelo Centr o de Estudos de Mídia Alternati v a Barão de Itar aré e r ea - lizada no auditório do Sindicato dos J ornalistas de São P aulo (SJSP). O local, com 120 poltr onas, ficou completamente lotado por mais de uma hor a. Quase 300 pes - soas participar am do Ato contr a o Golpismo Midiático . Muitas não conseguir am entr ar na sala e ficam nos corr edor es do sindicato . Segundo com unicado distribuí - do pelo Sindicato dos J ornalistas de SP , parte da mídia tem v eicu - lado “baixarias e de denúncias sem pr o v as” contr a a candidatur a do PT à Pr esidência da República. Isso , conf orme a entidade, ocupa mais espaço na cobertur a eleitor al des - ses v eículos que a discussão de pr opostas par a o país. “Na r eta final da eleição , a cam- panha pr esidencial no Br asil en- v e r edou por um caminho perigo- so . Não se discutem mais os r eais pr oblemas do Br asil, nem os pr o- g r amas dos candidatos par a d e- sen v olv er o país e par a gar antir maior justiça social”, afirma o te xto de con v ocação par a o Ato .-->Mudança na sociedade-->P ar a o pr esidente do SJSP , J osé A ugusto Camar go , a estr atégia de alguns setor es da mídia, apesar de intensa, está se mostr ando ine- ficiente par a m u dar os rumos da eleição pr esidencial. – A sociedade br asileir a m u- dou. Esta mídia não dialo ga mais com a população . Então , ela está f az endo um mo vimento de tentar influenciar , dar um golpe midiá- tico , par a um público que não é o seu, que não lê os jornais – disse. O pr esidente do PCdoB, Renato Ra belo , r ejeitou as acusações de que o ato seria uma f orma de tentar censur ar o tr a balho da impr ensa. – Nós somos os v e r dadeir os de- fensor es da liber dade de e x pr es- são – gar antiu ele, ao discur sar . O coor denador nacional do Mo - vimento dos T r a b alhador es Rur ais Sem T err a (MST), Gilmar Maur o , disse que a concentr ação dos meios de com unicação nas mãos de pou - cos donos f a v or ece a per seguição dos mo vimentos sociais.