Ideologia em segundo plano

-->Mais pr eocupados em eleger seus candidatos do que com pr opostas, par tidos apostam na fama para atrair eleitor -->Ana Paula Siqueira-->BRASÍLIA-->F enômeno de popularidade e de intenções de v oto , a campanha do candidato a deputado feder al e humorista T iririca (PR-SP), que c hama o eleitor de “a bestado” e diz não sa ber o que f az um de- putado , tem despertado paixões na opinião pública. No Rio de J aneir o , candidatur as como a do e x-jo gador de fute bol Romário (PSB) e do e x-pagodeir o W agui- nho (PTdoB) le v antam o de bate sobr e o fenômeno dos puxador es de v oto . Além de suas próprias can - didatur as, eles aca bam arr astando par a a Câmar a e Assembleias es - taduais ilustr es desconhecidos que, m uitas v ez es, não têm qual - quer tipo de afinidade com o elei - tor que, quase sempr e sem sa ber , o escolheu como r epr esentante. Reportagem publicada ontem pelo -->JB -->mostr ou que apenas 1% dos eleitor es le v a em conta o par - tido político na hor a de escolher seu candidato , de acor do com le - v antamento da Associação dos Ma - gistr ados Br asileir os (AMB). Con - tudo , o que m uitos eleitor es podem não sa ber é que, mesmo quando digitam o nome do seu candidato na urna de v otação , ele aca ba aju - dando a legenda e a coligação a aumentar seus v otos e, consequen - temente, o coeficiente eleitor al. Isso por que, nas eleições pr o- por cionais, onde são escolhidos os deputados distritais, estaduais e feder ais, o v oto dado à legenda tem o mesmo peso que o v oto dado ao candidato . Eles são somados par a o cálculo do coeficiente elei- tor al, que determina quem le v a mais v agas. Os que ti v e r e m me- lhor desempenho dentr o da co- ligação são eleitos.-->Apelação-->P ar a o e x-cantor de pagode W a - guinho , candidato a uma v aga ao Senado , é pr eciso difer enciar os candidatos não apenas pelo f ato de ser em f amosos ou não . E le r e - conhece que sua f ama anterior à vida política pode ajudá-lo a v e n- cer nas urnas. Mas afirma que candidatur as sem pr ojeto políti- co são “apelação”. – O que a pessoa v ai f az er se não tem um pr ojeto? – questiona, ao afirmar que tem sua bandeir a na r ea bilitação de “dr o gados”. O candidato T iririca, da coli- gação J untos P or São P aulo , que conta com 10 partidos: PT , PDT , PCdoB, PR, PRB, PRP , PR TB, PSDC, PTdoB e PTN , se confir- mada a tendência das pesquisas de opinião , ajudará integ r antes de todas as legendas que o apoiam r egionalmente. Em artigo publicado na impr en - sa no início do mês, o pr esidente do Conselho de Ética do PR, Sér gio T amer , r e bateu as críticas à can - didatur a do humorista e afirmou que “não há constr angimentos ou subterfúgios par a f alar do plur a - lismo que pr aticamos em nossas listas de candidatos por todo o país. Defendemos, sem e xceção , a le - gitimidade de todas as candida - tur as do nosso partido”. Pr ocur ado par a comentar o as - sunto , o partido afirmou, por meio de sua assessoria de impr ensa, que a opinião do PR está no artigo ci - tado , ad v ertindo , ainda, que o can - didato T iririca não está mais con - cedendo entr e vistas. Mesmo as - sim, a r eportagem pr ocur ou a as - sessoria dir eta do candidato , que inf ormou que ele se manifestará apenas no dia 3 de outubr o , por estar na “r eta final da campanha”. O candidato par ou de dar entr e - vistas após a r eper cussão negati v a de seus comentários. Já o e x-jo gador Romario , da F r ente de Mobilização Socialis - ta, composta por PSB e PMN , poderá ajudar a eleger ilustr es desconhecidos como Xico Pin - tado e J ane da Cr ec he. O can - didato e o PSB carioca também f oi pr ocur ado , mas até fec ha - mento desta edição não houv e re t o r n o .-->Os chamados puxador es de voto podem eleger pessoas sem qualquer representatividade-->ROMARIO – Ex-jogador é a aposta do PSB carioca para atrair votos para os candidatos do par tidoELEIÇÕES 2010