Empresário aproveita-se da morte do próprio pai

-->COMUNICAÇÃO-->Johnny não deu impor tância a pr eceito basilar da lei-->Com a morte do pai – e da mãe, três anos antes – J ohnn y Saad sentiu-se desobrigado de cumprir os compr omissos de honr a firmados com os irmãos, sob a orientação de um c hefe de f amília tão pr eocupado com o futur o dos seus, como er a seu J oão . Lo go , par a ele não f oi di - fícil também bur lar os compr o - missos legais, desobedecendo às cláusulas contr atuais e de testamento que determina v am cotas idênticas par a todos os h e rd e i r o s . Como acontece nos in v entá - rios, as cotas da sociedade não poderiam ser negociadas sem o consentimento de todos os fi - lhos. Espertalhão , J ohnn y não deu importância a este pr eceito basilar das leis br asileir as. E tr atou de m udar em 2000, com o pai ainda pr anteado pela socie - dade br asileir a, dois itens do contr ato social da R TB. A primeir a alter ação f oi feita em setembr o de 2000 e permitiu que J ohnn y passasse a ocupar o car go de dir etor -pr esidente da companhia. Dias depois do que f oi consider ado pelos sur pr esos irmãos como “um golpe de Es - tado” dentr o da Bandeir antes, J ohnn y fez uma segunda modi - ficação contr atual: ele simples - mente tr ansferiu parte de suas cotas ao sócio A utílio de Souza Oli v eir a. A tr ansferência não cumpriu o dir eito de pr eferên - cia dos demais irmãos, deter - minado em documentos legais firmados em vida por seu J oão . Oli v eir a er a um estr anho à f a - mília Saad. Indignado , Ricar do Saad r e - corr eu ao P oder J udiciário , em nome dos espólios do pai e da mãe. A 33ª V ar a Cív el de São P aulo r econheceu que J ohnn y Saad agiu de maneir a irr egular , às escondidas, sem o consenti - mento dos demais her deir os, ao pr omo v er alter ações no contr a - to social da emissor a. A J ustiça de São P aulo con- cluiu que as ar gumentações de Ricar do Saad er am legítimas e an ulou as duas alter ações con- tr atuais, v oltando o documento ao seu modelo original. Concluiu ainda que a ação subterrânea de J ohnn y r esultou em “situação de insegur ança jurídica”, o que pr o- v ocou “efeitos deletérios nos ne- gócios da empr esa”.