Morre único líder reminiscente do século 20, grande inimigo dos opressores

Sorte do mundo é que nasce, no século 21, liderança popular também latino-americana

Morre o único líder reminiscente do século 20, homem de força, amigo dos pobres, grande inimigo dos opressores.

Três gerações conheceram Fidel Castro. Podiam atacá-lo, mas nenhum desses homens e mulheres podiam desrespeitá-lo. 

Foi homenageado no Congresso da União Nacional dos Estudantes de 1961. Foram dias memoráveis para os jovens daquela época. O Brasil enfrentava um governo que queria ser popular. Tendo recebido apoio das classes conservadoras, tornou-se um governo com incoerências permanentes. 

Com a vinda de Fidel Castro, o governo brasileiro concedeu-lhe a maior honraria do Estado brasileiro. Os conservadores passaram a atacar esse governo violentamente, com o apoio do embaixador dos EUA da época, que vivia no Brasil já preparando o golpe de 64.  

O governo, ao homenageá-lo, imaginou conseguir transferir de Fidel Castro para Jânio Quadros o carisma, para que este pudesse também fazer uma revolução no Brasil. 

O povo já sabia que aquele governante não merecia nenhum tipo de respeito pelas demonstrações permanentes que dava de não ser normal. Renunciou. Em seguida a sua renúncia, o Brasil foi governado por um presidente fraco de personalidade, que também precisava de atos demagógicos e que, com movimentos teatrais, sem convicção ideológica, sem nenhum comprometimento e carisma de líder, também teve que ser afastado. 

E tivemos o que sabemos, mais tarde. O povo elegeu quem acreditava que o representasse. 

Com esses últimos acontecimentos, o povo também torna-se desiludido. 

A morte de Fidel Castro pode avivar sentimentos de um povo de 200 milhões de habitantes, e que em sua maioria esmagadora sofre também. Pode despertar uma vontade de união de toda essa pobreza, pela mesma dignidade que Fidel Castro despertou no povo cubano de não aceitar mais corruptos e corruptores, para que possamos ter um futuro onde a democracia pura e sincera venha nos governar. Sem que o poder financeiro se promiscua com o poder público. 

Por respeitar as leis e a democracia, não queremos paredão. Queremos, sim, a exclusão definitiva dos sanguessugas do poder. 

A sorte do mundo é, que mesmo com a morte de Fidel Castro, sobrevive, ou nasce, no século 21, a maior liderança popular, o Papa Francisco, também latino-americano.