Eleição no Rio

Nas eleições de 2006, quando Lula pela primeira vez disputava a reeleição, Sérgio Cabral como senador disputando a eleição para governador preferiu apoiar Geraldo Alckmin contra Lula.

Sérgio Cabral dizia só poder apoiar Lula no primeiro turno se fosse a governadora Rosinha liberada da responsabilidade fiscal. A lealdade de Sérgio a Rosinha e a Garotinho lhe permitiu receber o grande apoio do casal - vitória fácil.

Sérgio derrotou Cesar Maia, Eduardo Paes e todos que se juntaram contra ele. Vitória com apoio de Garotinho e Rosinha no primeiro turno.

Hoje, Sérgio prefere Pezão. O desgaste do governador Sérgio Cabral fez com que o PT se afastasse do governador mas não se afastasse do governo. O PMDB do Rio sofreu muito com a derrota de Jorge Picciani para senador. Lula e Dilma se recusaram a fazer programas de televisão e tirar fotos para outdoors com ele. Hoje, recebe o troco do PMDB, onde o governador obedece e não manda. Portas fechadas ao PT.

O PT, que não tem candidato forte no Estado do Rio de Janeiro, prefere se afastar do governador e acreditar que com a vitória no Senado do senador Lindbergh Farias, com mais de 4 milhões de voto, tem possibilidade de ganhar. Não tem.

Houve uma eleição de duas vagas. Analisando a votação do candidato, não obteve mais do que 29% dos votos do Rio. Para uma eleição, o candidato deve sair no mínimo com 35% garantidos. Caso o PT vá para um segundo turno na disputa para o governo do Estado, e havendo também segundo turno para presidente da República, tudo indica que todos os partidos se unirão contra o candidato para presidente, o que acontecerá também com o candidato a governador. O PT ficará sozinho.