A disputa no Rio

Analistas acreditam que a briga que se desenrola entre o PT e o PMDB é o mesmo que uma sucessão de herdeiros onde o patrono da suposta fortuna tem seus bens sequestrados.

PMDB e PT não querem estar juntos. PT vê no Rio o estrago que Sérgio Cabral vem oferecendo aos seus partidários. A popularidade do governador despencou no embalo dos protestos que incendiaram a cidade e cobravam ética e comprometimento das autoridades públicas.

Por sua vez, o PMDB observa que a grande imprensa enterra diariamente, com críticas na TV e nos jornais, os que eles dizem ser os "escândalos do PT".

No Estado do Rio, fundamentalmente a cidade do Rio - que representa cerca de 40% dos eleitores do Estado - será o verdadeiro responsável pelas duas derrotas - do PMDB e do PT. O PSOL não faz a cara desse eleitor. A cara desse eleitor tem tudo a ver com Miro Teixeira.

Na Baixada Fluminense, que já foi reduto petista e do PMDB, o que se percebe é que Anthony Garotinho penetra com muita força, sendo forte também no Norte Fluminense, com uma grande presença reforçada por dois mandatos como governador e mais outros como prefeito - entre ele e sua mulher, Rosinha Garotinho. Será muito difícil que outras candidaturas entrem nesta região.

O que se percebe até agora é que os candidatos supostamente bem apadrinhados perderam força porque seus padrinhos se tornaram fantasmas no Rio de Janeiro.

O Carnaval, a Copa do Mundo, permitirão que um candidato com menos arestas possa ser o vitorioso nas eleições de 2014 para governador do estado.