Vila Olímpica terá local para denúncias de abuso sexual

Nesta quinta-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a criação de uma estrutura, dentro da Vila Olímpica do Rio de Janeiro, para receber denúncias de assédio ou de abuso durante os Jogos. Faltando 15 dias para o início do evento, o Rio 2016 será o primeiro a receber o espaço.

Em comunicado oficial, o COI revelou que o risco era "muito real" de casos de abuso ou assédio sexuais acontecerem. Além isso, foram levadas em conta a Agenda Olímpica 2020 e as recomendações de quatro comissões do COI - Atletas, Delegações de Atletas, Médico-Científica e Mulheres no Esporte.

Os casos denunciados serão tratados de maneira confidencial, e serão ligados às agências policiais locais e aos canais disciplinares pertinentes. A estrutura estará presente desde o momento de abertura da Vila Olímpica, no próximo dia 24, até o encerramento das atividades no local, no dia 24 de agosto.

Além disso, o COI pretende que as Federações Internacionais das modalidades se comprometam  e se unam no combate ao abuso e ao assédio no esporte, e implementem suas próprias políticas para proteger seus atletas.

Por fim, o Comitê Olímpico Internacional citou a declaração consensual feita em 2006, que evidencia que o abuso e o assédio sexuais devem ser fortemente combatidos. "Todos no esporte compartilham a responsabilidade de identificar e prevenir essas situações e desenvolver uma cultura de dignidade, respeito e segurança. As organizações esportivas, em particular, são guardiãs da segurança e devem demonstrar uma liderança forte para identificar e erradicar essas práticas".

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