Amigos, amigos... ouro Olímpico à parte

No topo do ranking mundial, Djokovic, Andy Murray entram em rota de colisão pelo ouro no Rio

A uma semana do Australian Open, um dos principais torneios do tênis mundial, primeiro Grand Slam do ano, o ouro Olímpico segue fazendo manchetes. Novak Djokovic, atual número 1 do mundo no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), reafirmou que a prioridade do ano é conquistar o primeiro título Olímpico da carreira nos Jogos Rio 2016 em pouco menos de sete meses.

“Ganhar no Rio está definitivamente no topo das minhas prioridades para a temporada. Já tive a chance de representar meu país nos Jogos Olímpicos duas vezes, em Pequim e Londres. Do jeito que as últimas temporadas têm sido para mim, sinto que posso ir muito bem no Rio”, disse Djokovic, em entrevista ao site Daily Telegraph.

Só que existem outras feras de olho na mesma medalha. Amigo do sérvio desde os torneios juniores, o atual número 2 do ranking e campeão Olímpico, Andy Murray, é uma delas. O carrasco do sérvio nos Jogos Londres 2012 já disse que vai defender o título com unhas e dentes. Roger Federer (3º), Stan Warinka (4º) e Rafael Nadal (5º) também já foram categóricos sobre a medalha de ouro no Rio. Afinal, para ter outra chance como essa, só daqui a quatro anos.

Dono de 10 títulos de Grand Slams, Djokovic, de 28 anos, está no auge da sua carreira. Ele ganhou 31 de suas últimas 32 partidas, incluindo uma vitória esmagadora sobre Rafael Nadal no Catar Open na última semana (parciais de 6-2 / 6-1), que repercutiu no mundo inteiro.

“Nunca vi ninguém jogar tênis nesse nível. É perfeição”, disse Nadal na ocasião.

Mesmo confiante, o sérvio não vai medir esforços para garantir, finalmente, o resultado esperado após duas tentativas frustradas. Em Pequim, perdeu para o espanhol nas semifinais, ficando com o bronze no torneio de simples. Em Londres 2012, caiu diante de Murray nas semifinais e de Juan Martin del Potro na disputa pelo bronze.

Uma das estratégias da estrela para garantir o ouro no Rio é chegar antes de todo mundo.

“Quero tirar uma semana para me preparar. Isso significa viajar antes e me acostumar com as condições para que possa dar o meu melhor. Já estou ansioso pela cerimônia de abertura e para estar entre os melhores atletas do mundo”, completou.

O atual campeão Olímpico também já listou suas prioridades para 2016: em janeiro, sai em busca do título do Australian Open; em fevereiro, vai ser pai de primeira viagem; em agosto, quer voltar do Rio com o bi.

“Os Jogos Olímpicos são, de longe, a maior competição esportiva do mundo. Alguns dizem que a Copa do Mundo de futebol é maior, mas eu já estive na cerimônia de abertura, e os melhores atletas do mundo estão todos lá. Não tem como comparar. Estou mesmo ansioso pelo Rio”, disse o britânico ao Daily Telegraph.

Um dos principais rivais de Djokovic no Australian Open e no Rio 2016, Murray tem observado o colega de perto.

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais