PICNIC, festival referência em inovação e criatividade, traz especialistas ao Rio

O desafio de formular políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável deu o tom do segundo dia do Festival PICNIC  Brasil. O maior evento de inovação e criatividade nascido na Europa há 10 anos acontece pela primeira vez no Brasil. Em dois dias, o evento já reuniu mais de 1.200 pessoas.

A programação desta sexta-feira (4) foi aberta pelo cientista inglês Peter Bickerton, embaixador da ONG Thought For Food. Em sua apresentação, Bickerton ressaltou a importância de convergir ideias dos mais diversos campos do conhecimento, como a biologia, química e tecnologia, para garantir o abastecimento alimentar global. Até 2050 a população mundial superará 9 bilhões de pessoas. Esse crescimento levanta uma questão urgente: como alimentar toda essa gente? A solução proposta por Peter é a revisão da nossa matriz alimentar, atualmente baseada na produção de gado, responsável direta pelo, desmatamento, desertificação, poluição e dois terços do consumo de grãos produzidos no Planeta.

Em seguida foi a vez de Talita Campoi subir ao palco. A empreendedora brasileira fundadora da Urban Farmers Brasil apresentou como a produção de alimentos pode ser sustentável e estar presente no cotidiano das metrópoles. O método defendido pela empreendedora brasileira é a criação de fazendas urbanas, com até 1000 m², para a produção de vegetais e peixes no coração das grandes cidades. A iniciativa já está presente em Nova York, Zurique, Basileia e Berlin, gerando impactos positivos na redução de consumo de agrotóxicos, facilidade logística e geração de emprego e renda.

“O PICNIC é uma plataforma para pensar soluções em conjunto e propor mudanças através da criatividade. Trouxemos o festival para o Brasil com o objetivo de criar um ambiente permanente de troca de ideias, que vai muito além do evento. Há todo um ecossistema da economia criativa e do pensamento de inovação no Brasil que precisa ser estimulado. Queremos compartilhar conhecimento e inspirar os empreendedores do Século 21. Essa é nossa missão”, explica André Eppinghaus, sócio-fundador da GiG e diretor criativo do festival.

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