Fórum Internacional da Longevidade debate ‘papel do design e tecnologia’

Aberto nesta quinta-feira (6), no Rio de Janeiro, sob o tema “O papel do design e tecnologia para uma sociedade longeva”, o IV Fórum Internacional da Longevidade produzirá, até amanhã (7), um esboço de diretrizes para melhorar, via design, a interação e o uso de elementos do cotidiano, para atender as necessidades dos cidadãos com mais de 60 anos. Promovido pelo Centro Internacional de Longevidade (ILC), com patrocínio do Grupo Bradesco Seguros, o evento discute formas de tornar mais amigável a utilização de objetos e serviços, da máquina do café ao cardápio do restaurante, dos avisos eletrônicos ao acesso aos sistemas digitais. 

“Queremos contribuir para criar um mundo melhor para todos, onde as tecnologias possam responder às necessidades das pessoas, tenham elas 20, 30 ou 70 anos”, afirma o gerontólogo Alexandre Kalache, presidente do ILC. Para isso, ele observa a importância de os designers, especialmente os mais jovens, incorporarem os aspectos relacionados ao envelhecimento à concepção dos produtos, priorizando requisitos abrangentes de usabilidade.

O evento foi aberto pelo diretor-presidente da Bradesco Saúde, Marcio Coriolano, representando o Grupo Bradesco Seguros, anfitrião do Fórum. Na opinião do executivo, as relações entre design e tecnologia são da maior importância para o debate sobre o envelhecimento ativo no país, onde as expectativas de vida ao nascer avançam de forma exponencial. “Acredito que as soluções no sistema de saúde passam por dois eixos: prevenção e produtividade no sentido amplo, para que tenham melhor qualidade e menor custo, de modo a oferecer aos idosos e à população em geral o tratamento que merecem como cidadãos”, defendeu. Faz sentido, diante das mais recentes estimativas do IBGE para o setor. Os idosos brasileiros serão 26,7% da população do país até 2060, processo considerado rápido, segundo os especialistas. Um movimento, aliás, planetário – até 2025, o número de pessoas com mais de 60 anos vai dobrar no mundo, devendo somar 2 bilhões em 2050. A maioria deles estará em países de baixa e média renda.

O XI Fórum da Longevidade Bradesco Seguros e o IV Fórum Internacional da Longevidade reúne especialistas e personalidades nacionais e estrangeiras, diante de uma plateia formada por gerontologistas, médicos, psicólogos, estudiosos da longevidade e autoridades públicas da área de saúde. 

Responsável pela seleção dos palestrantes, o Centro Internacional de Longevidade (braço brasileiro da aliança global de centro de estudos e pesquisas da International Longevity Centre Global Aliance, presente em 17 países) escalou nomes como Gabriel Patrocínio, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e Emma Murphy, do Trinity College Dublin; e Loic Garçon, da Organização Mundial de Saúde, que apresentará o relatório do Fórum Global 2015 da OMS para sociedades longevas.