Falta de acordo nos EUA mantém bolsas sem viés único

Abertura de Mercado - A terça-feira se inicia mais uma vez com os investidores de olho nas negociações entre os democratas e republicanos no Congresso norte-americano, na busca por uma solução para a paralisação parcial das atividades no país. Também pesa sobre os mercados, a preocupação com a proximidade do prazo final para a elevação do teto da dívida dos EUA. A menos de dez dias do prazo final, os democratas do Senado preparam um plano que deve permitir que o presidente Barack Obama eleve o teto, a menos que uma ação discordante seja aprovada no Congresso.

Enquanto isso, na China, o índice dos gerentes de compras (PMI) do setor de serviços, medido pelo HSBC, caiu a 52,4 no mês passado, de 52,8 em agosto. No entanto, o número não desanimou os investidores da Ásia na volta de um feriado prolongado na China. As principais bolsas da região fecharam com ganhos.

Na Europa, as principais bolsas exibem perdas, após o dado chinês mostrar desaceleração do crescimento do setor de serviços e diante das preocupações com a paralisação nos Estados Unidos. Na Alemanha, as encomendas à indústria da caíram 0,3% em agosto ante julho, em termos ajustados sazonalmente, contrariando a previsão dos economistas de alta de 1,1%. Na comparação com agosto do ano passado, em termos não ajustados, houve aumento de 0,1% nas encomendas à indústria alemã. Às 9h43, a Bolsa de Londres tinha queda de 0,73%, Alemanha operava na estabilidade e Paris caía 0,15%.

No Brasil, o IGP-DI avançou de 0,46% em agosto para 1,36% em setembro, ficando abaixo das estimativas dos economistas, que esperavam avanço de 1,46%. Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou para 0,38% na primeira quadrissemana de outubro. O resultado ficou 0,08 ponto porcentual acima do registrado na leitura imediatamente anterior, quando o indicador havia apresentado variação de 0,30%.

Nos Estados Unidos, com a possibilidade de suspensão da divulgação dos números da balança comercial em agosto, o calendário econômico nos EUA volta-se para o início da temporada de balanços, com os resultados trimestrais da Alcoa, após o fechamento do mercado. Antes, às 10 horas, o FMI publica o relatório sobre perspectivas econômicas mundiais. Por ora, os índices futuro das bolsas de Nova York apontam para uma abertura em leve alta.

As principais bolsas asiáticas fecharam o dia em alta, seguindo os ganhos na China, que voltou do feriado nacional que manteve os mercados chineses fechados por uma semana. O índice Xangai Composto subiu 1,1%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,9%. No Japão, a Bolsa de Tóquio interrompeu uma série de quatro pregões seguidos de queda e fechou em alta de 0,3%, impulsionada por um dólar mais alto frente ao iene.

Diante deste cenário, a Bovespa deve ter uma sessão ainda bastante volátil, impactada pelo fluxo de notícias externo e pelo desempenho das principais bolsas internacionais. Às 9h45, o Ibovespa futuro mostrava alta de 0,20%.

Desejamos Bom Dia a todos e Bons Negócios!

*José Cataldo é estrategista da Ágora Corretora