Abertura de Mercado - Agenda dos EUA no foco dos investidores

Mercado aguarda informações sobre indicadores dos EUA

Nesta quinta-feira, uma nova rodada de indicadores econômicos nos EUA pode redefinir as apostas nos mercados financeiros com relação à decisão sobre o início da redução dos estímulos monetários do Federal Reserve. O mais importante é a terceira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no segundo trimestre de 2013, cuja expectativa é de alta de 2,80% na comparação anual, acima dos 2,5% registrados na segunda leitura. A melhora da atividade econômica é uma das condições necessárias para o começo da redução do programa de compras de bônus. 

A agenda do dia também prevê números de auxílio-desemprego e, ainda, discursos de mais autoridades do BC dos EUA.  Às 11 horas, será a vez das vendas pendentes de imóveis residenciais em agosto e, às 12 horas, sai o índice regional de atividade em Kansas City. Os negócios também seguem afetados pelas preocupações com o financiamento do governo e o teto da dívida dos EUA, que pode ser alcançado em meados outubro. Os índices futuros dos EUA pela manhã tentam uma recuperação após cinco sessões seguidas de baixas e no aguardo da agenda do dia.

Na Europa, os temores mantêm as Bolsas ligeiramente no campo negativo. As ações na região também são impactadas negativamente pela revisão em baixa do PIB do Reino Unido no segundo trimestre.

No Brasil, a pesquisa mensal de emprego em agosto (IBGE), está entre os destaques da agenda econômica doméstica. A taxa de desemprego de agosto foi de 5,3%, abaixo da mediana de 5,60%. A sondagem da indústria de transformação neste mês foi anunciada logo cedo e, às 15 horas, é a vez dos indicadores industriais da Fiesp e do Ciesp no mês passado. Destaque também para o mercado de câmbio, após a leitura do resultado de leilão de swap de quarta-feira como uma sinalização de que o BC não está disposto a vender dólares a qualquer preço. Os juros futuros devem repercutir a pesquisa mensal de emprego.

O petróleo WTI tenta uma recuperação, um dia após encerrar no menor nível desde 3 de julho diante do esfriamento das tensões geopolíticas. O contrato da commodity para novembro era negociado a US$ 102,75 por barril.

As principais bolsas asiáticas fecharam sem tendência definida, com os investidores refletindo a cautela quanto aos EUA. A Bolsa de Xangai, na China, caiu 1,9%, às vésperas do feriado de uma semana no país. A de Hong Kong teve queda de 0,4%. A Bolsa de Tóquio, por sua vez, fechou em alta de 1,2%, recuperando-se após três dias seguidos de queda. A alta do dólar ante o iene também ajudou no movimento.

No Brasil, o Ibovespa deve seguir a tendência de cautela registrada nas principais bolsas internacionais. As 9h, o índice futuro mostrava queda de 0,09%.

Desejamos Bom Dia a todos e Bons Negócios!

*José Cataldo é estrategista da Ágora Corretora